Cristianismo e islamismo – perspectivas imediatas (Parte II)

          ATENÇÃO: Esta é uma série de estudos, por isso sugerimos que leiam esta série sequencialmente para que acompanhem o desenvolvimento do raciocínio que pretendemos levar aos nossos leitores. Você encontrará os links desta série ao final deste texto. Obrigado


           Dando sequência à nossa série de estudos sobre a visão recíproca entre cristianismo e islamismo, iremos neste texto abordar o tópico 1, de um rol citado na parte I desta série, que versa sobre a necessidade dos cristãos em conhecer melhor a religião muçulmana, tendo por fim não criar um falso imaginário, decorrente de informações distorcidas ou inadequadas da realidade, fato este que, segundo nosso entendimento tem sido a causa da aversão recíproca existente entre alas radicais de ambos os lados, que pela falta de informações concisas e verdadeiras, pregam o ódio, a aversão, o preconceito e a intolerância, sentimentos estes que certamente não tem o acolhimento do Único e Verdadeiro Deus, em Quem confiam os fiéis destas duas grandes religiões monoteístas.

Leia no link a seguir a visão muçulmana sobre o diálogo com os cristãos: diálogo entre cristãos e muçulmanos

        Confesso que a partir do momento em que me detive nesta tarefa de conhecer melhor os fundamentos da religião muçulmana, percebi que minhas opiniões e conhecimento eram bastante insipientes e incipientes; que muitos dos meus conceitos estavam gravemente distorcidos. Por este motivo, tendo por meta a missão que a mim foi confiada por Deus, contra a qual não cabe a mortal algum transigir, com exceção daquele que emergirá do abismo, venho com o espírito sereno e consciente, levar tanto aos nossos irmãos cristãos quanto aos nossos “primos” muçulmanos, mediante as premissas do respeito recíproco, o qual é agradável ao Deus Único e Criador e Mantenedor de toda a existência, que ambas as religiões adoram, as diferenças conceituais infelizmente existentes entre ambas, com o cuidado de trazer à razão as alegações que ambas as partes defendem, usando para isso seus próprios Livros Sagrados.

       Certamente nenhuma pessoa sensata pode discordar que a existência da religião muçulmana, que agrega milhões de fiéis nos quatro cantos do planeta é um fato que não pode ser relegado a um plano secundário nestes últimos tempos, onde cremos que se concretizará “O Grande Dia do Senhor”, fato este esperado pelos fiéis cristãos, judeus e muçulmanos, desta forma, cremos ser de grande urgência abordarmos as perspectivas imediatas concernentes à chegada deste tão esperado dia (Veja o texto: Vivendo o Reino Milenar de Cristo). 

      Cremos que diante do atual estágio do desenvolvimento científico, tecnológico, cultural e social das sociedades contemporâneas sobre a terra, não há motivos para não tratarmos de qualquer assunto de forma pacífica, respeitosa, serena e racional, qualidades estas que com absoluta certeza encontram milhões de adeptos entre os cristãos e muçulmanos e também entre os judeus, com os quais trataremos numa série de estudos à parte.

            Segundo relatos bíblicos Abraão אברהם (Pai de muitos povos) nasceu na terra de Ur, uma importante cidade-estado da antiga Suméria e da Caldeia e atualmente uma localidade  próxima à cidade de Tell el-Muqayyar, na margem direita do Rio Eufrates, à 35 quilômetros da confluência dos rios Tigre e Eufrates e cerca de 135 quilômetros ao norte Golfo Pérsico, no atual Estado do Iraque. 

Confluência entre os rios Tigre e Eufrates, nas proximidades de Ur.

                    Após ter recebido a ordem divina para deixar sua parentela em Ur dos Caldeus e partir para a terra prometida, Abraão peregrinou por dezenas de anos até chegar à Canaã. À sudoeste de Ur se localizava o temível deserto Arábico, então, certamente por orientação divina Abraão toma rumo noroeste, entre terras localizadas entre os rios Tigre e Eufrates, que proporcionariam à sua comitiva a segurança de que não correriam o risco de se embrenharem em terras desérticas. Tendo armado acampamentos em diversas localidades da Caldeia e da Babilônia, Abraão e seu povo chega à Nínive, a capital da Assíria, onde também fazem um período de descanso, seguindo após para Haram, onde estabelecem habitações por um tempo razoavelmente longo. No livro apócrifo dos Jubileus diz que já aos catorze anos de idade Abraão pedia à Deus que não se contaminasse com a idolatria de seu pai Tera. Abraão tinha pouco mais de cinquenta anos quando partiu de Ur, porém com ele também foi seu pai idólatra até Harã, onde este morreu aos duzentos e cinco anos (Gênesis 11:31-32). Embora Abraão tivesse recebido o chamado de Deus ainda em Ur, somente em Harã decide separar-se de sua parentela e entrar em Canaã quando já contava com cerca de setenta e cinco anos, tendo seu pai vivido em Harã cerca de sessenta anos após sua partida, embora em Atos 7:2-4 afirmar que havia partido após a morte de seu pai, porém esta informação não condiz com a data de nascimento de Tera e a idade com que morreu e a idade de setenta e cinco anos que Abraão partiu de Harã. Abraão segue com seu povo a destino de Siquém, onde Deus novamente lhe aparece no carvalho de Moré e lhe mostra a terra que lhe dera por herança (Gênesis 12:4-8). 

A jornada de Abraão de Ur até Betel, em Canaã.

      

             Abraão segue de Siquém para Betel, onde ergue um altar à Deus algum tempo depois desce até o Egito devido à fome que  se abatia sobre a terra. Naquela época o Egito era como um refúgio em tempos de escassez de víveres, pois tinha uma sociedade mais organizada do ponto de vista político e cultural. Após passar alguns anos no Egito Abraão havia prosperado muito e retorna à Betel com muitos bens assim como Ló que o seguia desde Ur, porém o local não era suficiente para o manejo de todos os animais e servos que ambos tinham e decidem separar-se. Abraão passa a tomar posse definitiva das terras que Deus lhe prometera e se torna respeitado entre os reis, vence batalhas contra nações, contudo ainda não tinha filhos que pudessem gerar a grande descendência que tinha como promessa e com isso precipitadamente ele e Sarai, sua esposa que não engravidara, resolvem tomar a serva Agar como mulher que lhe pudesse dar um filho e dela nasce Ismael, a quem Deus promete doze príncipes e uma grande herança (Gênesis 17:20), contudo sua aliança se dará com o filho de Sara.

              Este breve relato da vida de Abraão é de suma importância para que tenhamos uma nítida compreensão do que atualmente ocorre no oriente médio dos dias atuais, pois em nenhuma outra região do planeta terra existem tantos conflitos ideológicos, religiosos, territoriais e étnicos como nesta região, mundialmente conhecida como o “barril de pólvora”.

               Devemos ter muita prudência ao analisarmos todas estas questões existentes no oriente médio, pois estas resvalam diretamente sobre todos os cristãos e por conseguinte em todas as promessas passadas e futuras para esta região, frutos da vontade soberana de Deus, o Deus de Adão, Noé, Abraão, Moisés, Davi, Jesus, o mesmo Deus em quem também afirmam crer os muçulmanos. Tão importante como ter um embasamento literal e conciso da Bíblia, livro que os muçulmanos afirmam cumprir melhor que os judeus e os cristãos, é também termos um embasamento fidedigno de diversos versículos do Alcorão, que contrariam frontalmente às Escrituras Sagradas, em cujas profecias e promessas se baseia a fé cristã e judaica.

                Uma questão relevante apontada pelos muçulmanos e que ainda hoje causa distensões entre judeus e muçulmanos e consequentemente atingem os cristãos, diz respeito com que descendência de fato Deus firma aliança, se com a de Ismael, o primogênito filho de Abraão com a serva Agar ou com a de Isaque, o filho legítimo de Sara, sua legítima esposa? O costume na antiguidade era de que o primogênito seria o sucessor do pai, contudo, como dissemos acima, uma precipitação de Sara e de Abraão fez surgir este gigantesco problema, que hoje, cerca de quatro mil anos depois, temos por resolver, de forma sensata e respeitosa entre estas três grandes religiões abraâmicas.

              Tão próximas e tão distantes são as divergências que estas começam pelos próprios calendários que seguem, sendo que cada um destes povos tem o seu. Dando sequência ao assunto do parágrafo anterior temos que estas diferenças tomam corpo quando se transformam em rituais e festas sagradas, como é o caso da “Festa do Sacrifício”, Eid al-Adha عيد الأضحى , que os muçulmanos celebram logo após o Hajj, que é a peregrinação anual a Meca. Na Festa do Sacrifício os muçulmanos comemoram o sacrifício de Abraão a seu filho Ismael, sim, o Alcorão ensina que Abraão recebeu a ordem de Deus para sacrificar a Ismael, enquanto que a Bíblia diz em Gênesis 22:1-18 que era Isaque que seria sacrificado. A grande pergunta aqui é: em que se fundamenta o Alcorão para trazer esta afirmação? 

             Embora pareça uma afirmação sem maiores consequências práticas, sem entrarmos no mérito da questão, este entendimento cria uma sequência de fatos que nos permitem afirmar que aqueles que abraçam a fé islâmica se vêem como os descendentes de Ismael, ainda que Maomé não descenda deste. Uma vez que este entendimento islâmico não tem respaldo bíblico, somos levados a crer que tal informação tenha sido repassada empiricamente através das gerações. Ora teria então Abraão sido provado em sua fé por duas vezes e da mesma forma, com o sacrifício de seus dois filhos? Faria isso algum sentido ou Abraão não fora aprovado na primeira prova? A pergunta que resta deste dilema então é: Deus, de fato, ordenou a Abraão que sacrificasse seu filho Ismael? Se considerássemos que Ismael não é fruto da promessa feita a Sara e Abraão mas sim da precipitação de ambos, seria lógico imaginar então que Deus pudesse ter pedido a Abraão que sacrificasse a Ismael, devido a este deslize do casal, porém não é isso que está escrito na Bíblia. 

         A Bíblia relata que após o nascimento de Ismael, Abraão passou a dar à Agar maior atenção que à Sara e isto gerou um conflito que se ampliou após o nascimento de Isaque, pois Ismael passou a afrontá-loo que incitou Sara a pedir a Abraão que expulsasse Agar e Ismael da comunidade. Abraão os despede com mantimentos, mas logo estes acabam e Ismael clama ao Senhor por socorro, e Deus faz surgir uma fonte de água e promete que dele nasceria uma grande nação e os conduz pelo deserto, onde habitam e prosperam em Parã. O sacrifício de Isaque se dá após a separação de Agar e Ismael do convívio de Abraão e após Deus ter mudado o seu nome.

      Nesta segunda parte desta série de estudos quisemos encaminhar as discussões, de forma a termos condições de responder as seguintes questões: a) Não é o Islã a grande nação prometida por Deus à Ismael? O que gerou legalidade divina para que surgisse o Islã? O que gerou legalidade divina para surgir o cristianismo? O que está preparado para os judeus nestes tempos do fim em que já vivemos? 

          Convido você a ler esta série de estudos de suma importância para os dias atuais.

           Por Nelsomar Correa em 09.10.2010

           Enriqueça sua leitura lendo outros estudos desta série nestes links:

 Cristianismo e Islamismo – perspectivas imediatas (parte I)

  Cristianismo e Islamismo – perspectivas imediatas (parte III)

 Cristianismo e Islamismo – perspectivas imediatas (parte IV)

 Cristianismo e Islamismo – perspectivas imediatas (parte V)

 Cristianismo e Islamismo – perspectivas imediatas (parte VI)

 Cristianismo e Islamismo – perspectivas imediatas (parte VII)

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Cristianismo e Islamismo – perspectivas imediatas (parte IV)

          ATENÇÃO: Esta é uma série de estudos, por isso sugerimos que leiam esta série sequencialmente para que acompanhem o desenvolvimento do raciocínio que pretendemos levar aos nossos leitores. Você encontrará os links desta série ao final deste texto. Obrigado


           Dando sequência à nossa série de estudos, abordaremos nesta página o tópico terceiro de um conjunto de oito, que trata da necessidade de se conhecer os motivos históricos que influenciaram o surgimento do islamismo.

              Cremos que Deus é soberano e trata a Sua Igreja da forma que melhor lhe aprouver. Quando nos detivemos à leitura do Alcorão, logo percebemos que a missão com a qual Maomé se via imbuído era a de construir um caminho que resgatasse a fé monoteísta, que a seu ver estava sendo corroída com os dogmas agregados à Igreja Cristã por meio dos concílios, como é o caso da doutrina da Santíssima Trindade, sendo que estes dogmas poderiam culminar em descaracterização das próprias Escrituras Bíblicas, dadas aos patriarcas e confirmadas pelos profetas, conduzindo-a a um sistema idêntico ao politeísmo que ele combatia na península arábica, além da não aceitação pelos judeus do messias Jesus, o Cristo.

         Não se pode negar, mediante a leitura do Alcorão, que Maomé era um conhecedor da Septuaginta e da Vulgata Latina, que eram, em sua época, as coletâneas que compunham o velho e o Novo Testamento e em diversas partes do livro sagrado islâmico ele enfatiza que tanto o novo como o velho testamentos possuem origem divina, portanto sua missão era, segundo podemos pressupor, tanto assegurar uma interpretação própria destes livros sagrados como também combater o politeísmo que reinava na Península Arábica. Para Maomé ser muçulmano é se submeter à vontade de Deus, e para tanto, se uma pessoa reconhecer que Alá, que segundo os islâmicos é o mesmo Deus da Bíblia, é o único Deus e que Maomé foi enviado por Ele, então esta pessoa já pode ser considerada um muçulmano, mas necessitará realizar alguns rituais sagrados, para que sua fé seja confirmada.

Deuses do paganismo árabe que Maomé combatia

         A questão que nos move neste tópico da nossa série de estudos sobre o islamismo é então retornarmos ao século V DC e saber o que ocorria com a Igreja Cristã daquele tempo, para que Deus pudesse inspirar ou permitir que uma obra espiritual tão grande como o islamismo surgisse. Neste afã, certamente iremos nos debater com as seguintes questões: a) Quais erros a liderança cristã cometeu desde a morte de Cristo? b) O dogma da Santíssima Trindade realmente eleva Jesus à qualidade do próprio Deus Criador? Que outros dogmas cristãos daquela época poderiam ter motivado a permissão ao surgimento do islã?

           A história nos mostra que a Igreja Cristã crescia rapidamente em número de adeptos, se propagando em todas as direções, principalmente em direção à Europa, que compunha a maior parte do Império Romano, que então dominava praticamente toda a Europa e parte da África e do Oriente Médio, com exceção da Península Arábica, pois para acessá-la por terra havia a necessidade de se transpor uma grande barreira natural, o deserto arábico, ademais, julgaram os romanos que tamanho esforço não valeria a pena e que uma ocupação pelo mar deixaria suas tropas altamente vulneráveis a insurreições.

    Assim como os romanos, nenhum outro império ousou conquistar esta parte do planeta, que por milênios fora ocupada por beduínos sabeus, coraixitas, minoanos e himiaritas, mas que hoje é uma das regiões mais prósperas do planeta. Os impérios otomano no século XIV e inglês por um período de décadas tiveram uma forte influência sobre o comércio e a população local, porém nada que se caracterizasse como uma ocupação militar, mas sim alianças com as famílias poderosas locais, como os Saud, que desde o século XVII, tem se unido aos líderes islâmicos para impedir a configuração de uma dominação e em 20 de maio de 1927, pelo Tratado de Jidah, o Reino Unido reconhece a independência do Reino dos Saud e em 1932 Abdelazize Saud unindo as regiões, cria o Reino da Arábia Saudita, que  a partir do ano de 1938, com a descoberta do petróleo, vem conhecendo um grande ciclo de prosperidade, assim como outras nações desta península, valendo ressaltar que tanto o império otomano como o saudita tinham o islã como religião oficial.

            A compreensão da história nesta região que é o berço do islamismo e de onde o mesmo se propagou rapidamente por todo o planeta é essencial para que possamos entender como o mesmo se fortaleceu e cresceu, enquanto a Igreja cristã, desde o surgimento do islã, em 610 DC, começava a um processo de divisão, que havia se iniciado por ocasião do Concílio de Niceia em 325, quando diversos bispos orientais rejeitavam a influência do Imperador Constantino sobre os assuntos de fé cristã, conforme já citamos em outras postagens deste blog como nestes links: A fé cristã e a fé católica , Aparando as arestas e Ornando a noiva.

                Até o surgimento do islamismo existiram os chamados Concílios Pré-nicenos, que tinham caráter regional, por não contar com a presença de todos os bispos da Igreja e os chamados Concílios Ecumênicos, por que tinham a presença do imperador, que depois foi substituído pelo papa, que passou a ser a ecumene. Os concílios pré-nicenos trataram de assuntos internos da Igreja, enquanto que todos os chamados Concílios Ecumênicos até o surgimento do Islamismo trataram da natureza de Jesus (cristologia). Neste contexto algo que chama a atenção é que os luteranos, anglicanos e a maioria das denominações protestantes acatam o que ficou decidido nos quatro primeiros Concílios Ecumênicos, no que se refere à natureza de Jesus enquanto a Igreja Ortodoxa acata o que ficou decidido até a sua separação da Igreja Católica, ou seja, os primeiros sete concílios ecumênicos, assim sendo, a posição islâmica em não aceitar ou compreender a natureza divina de Jesus confronta com a absoluta maioria dos cristãos, mas esta é uma questão que trataremos à parte, oportunamente.

À direita, moeda do reinado de Constantino com a inscrição “Comprometido com o invencível sol”


           O que ainda nos move nesta investigação é tentar identificar dentro da história da Igreja Cristã, falhas que tenham dado legalidade espiritual para o surgimento do islamismo. Conforme relatamos nos links citados, ao nosso ver, a primeira atitude que concedeu esta legalidade foi a união da Igreja ao estado romano, na pessoa de Constantino, que apesar de se dizer convertido ao cristianismo, prestava culto ao deus sol. Até então o grande debate da Igreja desde a época dos Apóstolos foi a de dar a Jesus, a definição mais aproximada, que a filosofia e o conhecimento daquela época era capaz e até o ano de 610, quando Maomé inicia a pregação dos versos do Alcorão, a Igreja não fazia uso de imagens, os dogmas marianos, não tinham até então, elevado Maria à condição de intercessora, assim como não havia a canonização de santos, que só começou em 993, com a canonização de Ulrich, bispo de Augsburg, Alemanha. 

Deuses e deusas gregos e romanos substituídos no catolicismo por santos e madonas


           Se até o início do século V não haviam motivos concretos na Igreja Cristã que ensejassem o surgimento do islamismo, a não ser a união com o estado romano, temos de admitir que o mesmo tenha surgido como uma medida cautelar ao que ocorreria futuramente com a Igreja cristã: a sua divisão, o surgimento de dogmas que elevam Maria e outros santos católicos à condição de intercessores, o uso intensivo de imagens, o surgimento do movimento protestante que combatia a idolatria que até hoje estes e os evangélicos combatem; em suma, o islã surgiu como uma nova bandeira na crença no Único Deus, uma bandeira que combateu desde o início a idolatria, assim como hoje os evangélicos combatem a idolatria católica.

       Como já repetimos outras vezes, conhecemos pessoas católicas que possuem uma conduta moral e social irrepreensível, e de igual modo também pudemos testemunhar, na cidade de Anápolis, Brasil, a exemplar conduta da comunidade muçulmana, que se destaca pela forma ordeira e exemplar como se portam; valendo ainda destacar que esta cidade é celeiro de pastores conhecidos no cenário nacional e internacional, além de ter uma comunidade católica romana e ortodoxa bem expressiva, apesar de ter apenas cerca de 400.000 habitantes.

      No terceiro texto desta série deixamos o link Diálogo entre cristãos e islâmicos de uma autoridade muçulmana do Egito, que questiona os motivos para um diálogo com a Igreja Cristã, dizendo não haver fatos que alterem o atual estado destas relações, contudo, temos a dizer, que o motivo desta série de estudos sobre o islamismo é também apresentar aos muçulmanos, que afirmam crer no mesmo Deus de Adão, Noé, Abraão, Moisés, Jesus, etc., que este mesmo Deus tem um projeto em que a maioria das nações islâmicas do Oriente Médio são abrangidas, o qual resulta de seu plano de redenção da espécie humana, que se concretizará com o Juízo Final, o qual ocorrerá após o fim do Reino Milenar de Cristo (Ver link: Vivendo o Reino Milenar de Cristo), que será precedido pela missão das Duas Testemunhas (Link: Quem são as Duas Testemunhas?).

         Um famoso poeta português chamado Fernando Pessoa disse uma frase que pode sintetizar perfeitamente o sentimento de desapego, sensatez, cordialidade, respeito e principalmente fé que será necessária para as lideranças das três grandes religiões monoteístas, cujos fiéis somam mais metade da população do planeta; esta frase é: “Tudo vale a pena, quando a alma não é pequena”, em português este verso forma uma rima pobre, contudo o seu significado é infinito, assim como o Deus, que estas três grandes religiões adoram.

          Hoje costumamos chamar os judeus e muçulmanos de primos, mas temos uma firme e sincera esperança de em breve podermos chamá-los de irmãos, filhos de um mesmo Deus, governados pelo Senhor da Terra, o verbo divino encarnado, o ressurreto e eterno Jesus de Nazaré, que aceita de braços abertos todos os que o reconhecem como o Senhor da Terra, ordenado pelo Criador. Que Deus ilumine e abençoe a cada um dos verdadeiros fiéis destas três grandes religiões neste sentido.


              Por Nelsomar Correa em 13.10.2014


Enriqueça sua leitura lendo os outros textos desta série nestes links:


Cristianismo e Islamismo – perspectivas imediatas (Parte I)

Cristianismo e Islamismo – perspectivas imediatas (Parte II)

Cristianismo e Islamismo – perspectivas imediatas (parte III)

Cristianismo e Islamismo – perspectivas imediatas (parte V)

Cristianismo e Islamismo – perspectivas imediatas (parte VI)

Cristianismo e Islamismo – perspectivas imediatas (parte VII)

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Cristianismo e islamismo – perspectivas imediatas (parte I)

ATENÇÃO: Esta é uma série de estudos, por isso sugerimos que leiam esta série sequencialmente para que acompanhem o desenvolvimento do raciocínio que pretendemos levar aos nossos leitores. Você encontrará os links desta série ao final deste texto. Obrigado
Vários foram os motivos que nos levaram a escrever esta série de estudos, dentre os quais podemos destacar:

-1) a necessidade cultural de se conhecer melhor esta religião, que conta com adeptos em diversas nações e que é a segunda maior em número de fiéis, depois do cristianismo,

-2) Saber os motivos que levam a uma grande quantidade de jovens a se tornarem radicais, formando milícias armadas muito cruéis, que alimentam o ódio e levam vários destes a doar suas próprias vidas como homens-bomba e outros a degolar pessoas ocidentais e atear fogo em cristãos de alguns países africanos, segundo suas visões, em nome de Alá,

-3) Conhecer os motivos históricos que influenciaram o surgimento desta religião,

-4) Conhecer o lado radical e o tradicional desta religião,

-5) Conhecer, mediante leitura do Q’uran (Alcorão – القرآن), quais destes grupos estão ou não de acordo com os ensinamentos de Mohamed (Maomé), segundo quem, os recebeu de Alá, que é para os muçulmanos o mesmo Deus de Abraão, Isaque, Ismael, Noé, Moisés, dos profetas do primeiro testamento e também de Jesus, Deus este a quem chamamos Jeová,

-6) Como cristão convicto, conhecedor de que em Gálatas 1:8, 2º Coríntios 11:1-4 e Apocalipse 22:18-19 está ordenado que nenhum outro evangelho deva ser acrescentado ao que nos foi deixado por Jesus ou que qualquer profecia deva ser subtraída da Bíblia, tentar alcançar espiritualmente que tipo de ação espiritual inspirou Maomé,

-7) Situar na Bíblia em que situações tamanha obra espiritual tenha tido permissão de Deus para surgir,

-8)Vislumbrar pelos textos bíblicos e do Q’uran, como seria a aceitação do Reino Milenar de Cristo, cujos limites alcançam diversas nações islâmicas e etc.
Conta a tradição que no ano de 610 D.C, Maomé, um comerciante de Meca, na Península Arábica, atualmente situada no Reino da Arábia Saudita, recebeu um chamado de Deus para se retirar de seus afazeres e se dirigir a uma caverna no Monte Hira, onde recebeu a visita do anjo Gabriel, que lhe ordenou que recitasse versos enviados por Deus e lhe informou que ele seria o último profeta enviado por Deus à humanidade. Estes versos foram posteriormente redigidos e formaram o Alcorão. Resumidamente podemos dizer que o Alcorão é uma coletânea de bons conselhos para a vida coletiva e individual cotidiana, embora em alguns pontos, algumas passagens pareçam contraditórias para os cristãos e em outras frontalmente contrárias ao conceito trino de Jesus, que alicerça a nossa fé.

O Alcorão é um livro que possui uma forma literária muito semelhante à dos Salmos de Davi; foi escrito em 114 capítulos denominados Suratas, cada uma delas com um nome alusivo ao assunto tratado e estão divididas em versículos, sendo a 112ª surata, intitulada Al Ikhláss ( الإخلاص) ou Unicidade ou Fidelidade a menor e a segunda Al Bácara (البقرة)  ou A Vaca, com  286 a maior. A primeira Surata, chamada Al Fátiha (افتتاح) ou abertura diz assim: Em nome de Deus, o clemente, o misericordioso.Louvado seja Deus, o Senhor do universo, o Clemente, o Misericordioso, Soberano do Dia do Juízo. Só a Ti adoramos e só a Ti pedimos ajuda! Guia-nos à senda reta, à senda dos que agraciaste, não à dos abominados, nem à dos extraviados.” A segunda Surata, intitulada “A vaca” (ler no link deste blog: Al Bácara – A Vaca), trata-se de uma meditação (ou análise) crítica aos israelenses em relação à torá e aos profetas, da forma como se tornaram descendentes e portadores da fé e das bençãos dadas por Deus à Abraão, fala da vida de Saul, da luta entre Davi e Golias, das divergências entre judeus e cristãos, do que é ser um muçulmano, de recomendações (leis) civis, da relação matrimonial, etc.

A terceira Surata, chamada “A família de Imran” عائلة عمران, versa sobre João, marido de Maria, sobre a família do Pai de Maria, mãe de Jesus, de sua vida, do nascimento divinal de Cristo, reconhecendo-o como o messias, crendo em seus milagres, em sua ressurreição e ascensão ao céu, e nos versículos 59 e 60 está escrito: “O exemplo de Jesus, ante Deus, é idêntico ao de Adão, que Ele criou do pó, então lhe disse: Seja! e foi. Esta é a verdade emanada do teu Senhor. Não sejas, pois, dos que dela duvidam. 


              Na décima nona Surata, denominada Maria ماريا (link:  são abordados os nascimentos de Maria, João e Jesus, onde segundo o Alcorão, o anjo Gabriel testifica o nascimento de Jesus através Maria ainda virgem, refutando-o como filho de Deus, na forma literal da palavra, além de sua preexistência, a doutrina da Santíssima Trindade e  de Ser Ele o verbo Criador de Deus. O Alcorão vê Jesus tão somente como um grande profeta enviado por Deus, não obstante reafirmar seu nascimento sobrenatural, reafirma também que todos os profetas bíblicos foram inspirados por Deus. Neste link a seguir pode-se adquirir filmes muçulmanos em cd’s e conhecer a visão islâmica sobre Jesus, Maria, Abraão, José do Egito, além de Maomé e o aiatolá Khomeini (http://www.ibeipr.com.br/livros_mostra.php?pagina=1&id_categoria=79)

Nos versículos 18 ao 29 da 21ª Surata denominada “Os Profetas”  الأنبياء está escrito:

“18 Qual! Arremassamos  a verdade sobre a falsidade, o que a anula. Ei-la desvanecida. Ai de vós, pela falsidade que (Nos) descreveis!

19 Seu é tudo o que existe nos céus e na terra; e todos quanto se acham em Sua presença, não se ensoberbecem em adorá-Lo, nem se enfadam disso.

20 Glorificam-No noite e dia, e não ficam exaustos.

21 Ou (será que) adotaram divindades da terra, que podem ressuscitar os mortos?

22 Se houvessem na terra e nos céus outras divindades além de Deus (ambos) já se teriam desordenado. Glorificado se Deus, Senhor do Trono, de Tudo quanto Lhe atribuem!

23 Ele não poderá ser questionado quanto ao que faz; eles sim, serão interpelados.

24 Adotarão, porventura, outras divindades além D’Ele? Dize-lhes: Apresentai vossas provas! Eis aqui a Mensagem daqueles que estão comigo e a Mensagem daqueles que me precederam. Porém, a maioria deles não conhecem a verdade, e a desdenha.

                     25 Jamais enviamos mensageiro algum antes de ti, sem que antes tivéssemos revelado que: Não há outra divindade além de Mim. Adora-me, e Serve-me!

               26 E dizem: O Clemente teve um filho! Glorificado seja! Qual! São apenas servos veneráveis, esses a quem chamam de filhos,

27 Que jamais se antecipam a Ele no falar, e que agem sob Seu comando.

28 Ele conhece tanto o que há antes deles como o que há depois deles, e não podem interceder em favor de ninguém,  salvo de quem a Ele aprouver, são, ante Seu temor, a Ele reverentes.

                     29 E quem quer que seja,  entre eles que disser: Em verdade eu sou deus, junto a Ele! Condená-lo-emos ao inferno. Assim castigamos os iníquos.”


                       Não resta qualquer dúvida a quem são dirigidas estas palavras. Não são outras pessoas senão a liderança cristã dos séculos IV ao VII, que desde o ano de 325, em seu primeiro concílio em Nicéia, tem estabelecido dogmas que devem ser aceitos por todos os cristãos, e, neste caso, a doutrina da união hipostática de Cristo, que estabeleceu a doutrina de Cristo trino (Deus Pai, Filho e Espírito Santo). O Alcorão entende como uma heresia o conceito da Santíssima Trindade, afirmando que a mesma não encontra respaldo nem no novo como no velho testamento. Destacamos alguns trechos do Alcorão e textos bíblicos nos quais os muçulmanos se alicerçam para desmentir a doutrina da Santíssima Trindade, Ei-los:

Êxodo 20:1-3 “Eu sou o Senhor teu Deus, que te tirou da terra do Egito, da casa da servidão. Não terás outros deuses diante de Mim”. O versículo 5:72 do Alcorão diz: “De fato, descreem os que dizem, ‘Deus é o Messias, o filho de Maria’, enquanto o Messias disse: ‘Ó filhos de Israel, adorai a Deus, meu Senhor e vosso Senhor’. No Capítulo 4:171 do Alcorão diz: “Ó povo do Livro (judeus e cristãos)! Não vos excedais nos limites de vossa religião, e não digais de Deus senão a verdade. O Messias, Jesus, filho de Maria, foi apenas um Mensageiro de Deus, e Seu Verbo, que Ele concedeu à Maria, e um espírito vindo Dele. Então crede em Deus e em seus mensageiros e não digais: ‘Deus é uma Trindade.’ Abstende-vos de dizê-lo; é melhor para vós. Porque Deus apenas é o Deus Único. Longe de Sua glória que Ele teria um filho. A Ele pertence tudo o que está nos céus e na terra. E Deus é suficiente como guardião.” No capítulo 19:93 do Alcorão diz: “Sabei que tudo quanto existe no céu e na terra comparecerá, como servo, ante o Misericordioso.”. Por fim os muçulmanos interpretam a passagem do Livro de João 14:16-17, como uma profecia de Jesus quanto à vinda de Maomé; assim está escrito: “E eu rogarei ao Pai, e Ele vos dará outro consolador, para que fique convosco para sempre. O Espírito de verdade, que o mundo não pode receber, porque não o vê nem o conhece; mas vós O conheceis, porque habita convosco, e estará em vós.”

                         Jesus, Maria e os profetas bíblicos são citados em diversos outros livros do Alcorão, contudo, estes pontos que enumeramos acima são suficientes para elaborarmos o raciocínio que pretendemos nesta série de estudos, assim adentraremos com ousadia e intrepidez ao cerne desta questão, tão delicada tanto para os cristão quanto para os muçulmanos. Não será tarefa fácil, mas nem por isso tendenciosa e desprovida de lógica, razão, sentido, exegese e hermenêutica. Para tal fim, visando não proporcionar aos nossos leitores uma leitura enfadonha, a dividiremos em partes, sendo esta introdução a primeira parte.

Deus é Grande! Seja Ele louvado nos céus e na terra!
Por Nelsomar Correa, em 29 de setembro de 2014.

Enriqueça sua leitura lendo outros estudos desta série nos links a seguir:
Cristianismo e Islamismo – perspectivas imediatas (Parte II)

Cristianismo e Islamismo – perspectivas imediatas (parte III)

Cristianismo e Islamismo – perspectivas imediatas (parte IV)

Cristianismo e Islamismo – perspectivas imediatas (parte V)

Cristianismo e Islamismo – perspectivas imediatas (parte VI)

Cristianismo e Islamismo – perspectivas imediatas (parte VII)

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Cristianismo e Islamismo – perspectivas imediatas (parte VII)

               ATENÇÃO: Esta é uma série de estudos, por isso sugerimos que leiam esta série sequencialmente para que acompanhem o desenvolvimento do raciocínio que pretendemos levar aos nossos leitores. você encontrará os links desta série ao final deste texto. Obrigado


         A graça e a paz amada igreja de Cristo em toda a terra!

         Dando sequência à esta série de estudos, quero abordar alguns pontos sobre os quais alguns de nossos irmãos em Cristo têm feito suas ponderações.

        Primeiramente quero dizer que compreendo perfeitamente as preocupações destes nossos estimados irmãos, pois as mesmas se referem à preservação da originalidade do Evangelho de Jesus bem como os possíveis desdobramentos que poderão advir do diálogo entre cristãos e muçulmanos, o que poderia vir a influenciar na conversão e discipulado de novos cristãos, ademais está determinado que aquele que apresentar um novo Evangelho além daquele deixado pelo Divino Mestre, seja anátema!

      Uma vez identificadas as preocupações de nossos amigos e irmãos em Cristo, quero convidá-los e a todos que tenham lido todas as seis partes anteriores deste estudo e compreendido o sentido daquilo que quisemos expressar, a aprofundarmos um pouco mais nestes pontos.

        Devemos lembrar sempre que o nome deste blog é “As duas testemunhas”, ou seja, tratamos com o fato real da revelação das identidades das duas testemunhas de Apocalipse 11, portanto, se não houver uma fé real de que isso de fato ocorreu diante dos olhos de milhares de pessoas no ano de 2005, conforme relatado em diversas postagens deste blog, então, de imediato, já está explicado o estranhamento, porém, todos aqueles que não estiveram presentes neste episódio e em outros que o confirmaram, mas que ouviram os testemunhos daqueles que ali estavam, então não será difícil compreender o que está escrito nas seis partes.


      O desenrolar dos seis textos informa uma breve história do islamismo e o fato desta religião afirmar sua fé no mesmo Deus Único dos judeus e dos cristãos é o motivo que nos levou a estudá-la e compreendê-la, pois está determinado em Apocalipse 11 versículos 1 e 2 que o templo e o altar de Deus seja medido e neste caso, uma vez que os muçulmanos se vêem submissos a Este mesmo Deus, também devem aceitar esta medição, assim como os judeus e cristãos, caso contrário, isso se configuraria uma insurreição contra o Trono de Deus, uma vez que Este enviou seus dois profetas para falar ao seu povo, nos dias que precedem o Seu Grande Dia, logo não existem motivos para desentendimentos. Será estendida aos muçulmanos uma oportunidade real de serem inseridos na videira, se, de fato, crerem e se submeterem à vontade soberana do nosso Deus Único, Onipotente, Onisciente e Onipresente, que enviou seu filho unigênito, O Renovo, que reconciliará a humanidade Consigo. Jesus é o Renovo e o Senhor da terra, diante de quem estão as duas testemunhas.

     Nos textos anteriores desta série de estudos falamos da promessa que Deus fez a Ismael, de que dele nasceria uma grande nação (Gênesis 16:10-12, 21:13, 21:18), falamos que os muçulmanos acabaram com os povos idólatras do oriente médio, ordem que também foi dada aos judeus. Podemos interpretar que o islamismo possa se enquadrar como uma operação do erro da parte de Deus, uma vez que em alguns pontos se distancia bastante dos princípios teológicos cristãos e judaicos, mas com certeza absoluta, o simples fato da presença das duas testemunhas na terra, algo que foi profetizado muito antes da criação do islã, já será suficiente para proporcionar uma profunda reflexão na fé islâmica, primeiramente pela concretização de uma profecia bíblica, livro no qual eles afirmam crer e também pela questão genética já referida em outros posts deste blog, além do poder espiritual que lhes foi outorgado por Deus Jeová, o Deus Único e Criador de toda existência, em quem eles (os muçulmanos) afirmam crer e se submeter, ademais, este mesmo poder e autoridade foi dado pelo Senhor da Terra; Jesus glorificado, cuja autoridade e poder não é bem compreendida e aceita pelos mesmos.

      A questão não se trata da aceitação incontestável do islamismo pelos cristãos e judeus, mas sim, que esta religião se alinhe no propósito maior de Deus para toda a humanidade, agora comprovadamente demonstrado no cumprimento da profecia de Apocalipse 11, cuja missão, visa preparar a Igreja de Deus para o retorno Daquele que irá reger a terra por mil anos, portanto a não aceitação das duas testemunhas por parte dos islâmicos poderá ser interpretada como uma rejeição ao propósito do próprio Deus, logo, muita sabedoria e sensatez serão requeridas das lideranças muçulmanas, assim como também das lideranças cristãs e judaicas.

        Não nos interessa ou faz parte da missão das duas testemunhas uma preocupação maior em relação a religiões politeístas, como é o caso do hinduísmo ou filosofias tidas como religiões, como é o caso do budismo, pois estas terão o trato devido pelo próprio Deus, por meio de Jesus, durante o Reino Milenar.

       Não se deve esperar que as testemunhas obtenham o êxito num consenso global entre as três grandes religiões monoteístas antes da vinda de Cristo, pois é algo que certamente não ocorrerá, mas isso não significa que estes não possam apontar os desdobramentos inevitáveis gerados pela decisão de ambos em cumprir a vontade soberana do Deus Criador, assim, estes dois profetas certamente não poderão deixar de chamar à responsabilidade toda a liderança cristã, fortalecendo-lhes o espírito para os últimos difíceis dias previstos para a (sua) missão, encorajando-as ao diálogo destemido e sincero não apenas entre si, mas também com as lideranças judaicas e muçulmanas.

       Verdadeiramente a Igreja de Deus está em dores de parto e renascerá unida e imaculada como convém ao encontro com Seu noivo e unida a Ele, terá toda a autoridade nos céus e na terra para cumprir e consolidar a vontade soberana de Deus por toda a eternidade. Que o Espírito Santo fale aos nossos corações e ao nosso entendimento, nos orientando e fortalecendo nossa fé, dotando-nos de ousadia e intrepidez, que serão muito necessárias nestes últimos dias em que vivemos. 

      Que o Senhor Jesus interceda a Deus Pai, justificando-nos e capacitando-nos para cumprir aquilo que está determinado há milênios. Deus esteja conosco!


          Por Nelsomar Correa, em 06 de julho de 2015.


          Para compreender melhor este tema, leia também estes posts:


– Cristianismo e Islamismo – perspectivas imediatas (parte I)

– Cristianismo e Islamismo – perspectivas imediatas (parte II)

– Cristianismo e Islamismo – perspectivas imediatas (parte III)

– Cristianismo e Islamismo – perspectivas imediatas (parte IV)

– Cristianismo e Islamismo – perspectivas imediatas (parte V)

– Cristianismo e Islamismo – perspectivas imediatas (parte VI)

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Escatologia, de Gênesis a Apocalipse

           Escatologia, de Gênesis a Apocalipse: 

           A primeira evidência do prenúncio do tempo do fim é vista em Gênesis 3:1, quando Satanás, pela primeira vez entra em contato com o gênero humano (ver também Apocalipse 10:9). Os grandes intérpretes bíblicos convencionaram que o anticristo reinará por um período de sete anos, sendo que na segunda metade deste tempo imporá novamente aos moradores da terra uma forte tentação: ou aceitam a sua marca ou serão impedidos de comprar ou vender quaisquer produtos, além de perseguir os remanescentes. 

            Ao final do capítulo 3 de Gênesis, Deus apresenta aquilo que depois da queda de Adão seria o maior fruto do desejo da humanidade: a conquista da fonte da juventude, ou seja, a vida eterna; a árvore da vida se torna inacessível aos homens e estes passam a ter uma vida finita; quantos milionários não dariam toda sua fortuna para comer do fruto desta árvore? Não seria esta a maior promessa para os que persistem na fé de Cristo? É o que mais esperamos após o Juízo Final, é o que terão os que forem arrebatados, é o que terão os que resistirem aos terríveis aguilhões do anticristo. Esta será a provação final da semente de Abraão, cujo número se tornou tão grande como as estrelas (Gênesis 15:5). 

           Com a vinda de Cristo, as profecias proferidas a Israel no Antigo Testamento atingem também a Igreja Cristã, que segundo vários estudiosos, passou a ser também “O Israel de Deus”, de modo que temos nos chamados “Livros Proféticos”, diversas profecias que estão por cumprir no “tempo do fim”, tal como as sete semanas de Daniel, as visões de Ezequiel, as profecias messiânicas de Jeremias, Isaías, Zacarias, Miquéias, o retorno de Israel ao seu território, predito em Oséias 3:3-5 e Isaías 66:7-13, a visão do grande dia do Senhor em Joel, a visão do reino milenar em Isaías, Jeremias e Daniel, e diversas outras que se confirmaram no novo testamento. 

           Muitos descrentes ignoram o fato de que Jesus voltará e reinará com os salvos que reconquistaram o acesso à árvore da vida e galgaram a eternidade; muitos, de fato creem que isso é uma verdadeira loucura e infelizmente muitos destes descrentes estão dentro de nossas igrejas. Dizem que esta é uma promessa tão antiga, que perdeu a credibilidade. Sabemos que todas as coisas estão sob o controle de Deus e Ele próprio sabe qual será o momento exato e este momento, obviamente, está atrelado à capacidade de Seu povo compreender e divulgar corretamente Sua palavra. 

            Jesus, o messias prometido, a pedra angular, por seu modo simples e claro de falar, tocava objetivamente os corações. Certa vez, indagado pelos fariseus do motivo pelo qual falava por meio de parábolas, deu a estes uma resposta, que hoje podemos compreender pelas mais modernas técnicas da neurolinguística: “Porque eles vendo, não vêm; e ouvindo, não ouvem nem entendem”. É muito comum numa reunião ou assembleia, muitos aprovarem ou concordarem com algo que não entenderam efetivamente. De fato nossos olhos e ouvidos são apenas os receptáculos das imagens e dos sons, que são processados pelos neurônios, assim Jesus, usando imagens de suas vidas cotidianas, lhes trazia à razão e à sensatez. Em Mateus 13:19 Jesus alertava sobre a necessidade do correto entendimento das coisas do reino, pois o Maligno as poderiam arrebatar dos corações: o coração é o órgão cujos músculos permite a oxigenação de todo o corpo, inclusive o cérebro, mas é no cérebro que guardamos o conhecimento, as nossas experiências e sensações, por isso Jesus nos legou excelentes técnicas hoje usadas na neurolinguística. 

            Todos os fatos escatológicos se encerram em Jesus, Ele é o primogênito dos mortos, o nascido dos homens, mas diferentemente de todos os homens, nascido de uma virgem (Isaías 7:14), dado por Deus (Isaías 9:6), da tribo de Judá (Gênesis 49:9-12, Apocalipse 5:5), da descendência de Davi (Isaías 11:1-2, Apocalipse 5:5), nascido em Belém (Miquéias 5:2), para pregar e morrer na Galiléia (Isaías 9:1-4), ser traído (Zacarias 11:12), para vencer Satanás (Gênesis 3:15, Apocalipse 20:1-3), para reinar com paz e justiça (Isaías 11, Isaías 65:17-25, Apocalipse 21:10-27). 

            Por sua forma exemplar de falar e agir, Jesus indica o caminho (atitudes) que permitirão ao homem reaver seu convívio perdido junto a Deus, Ele disse: “Eu sou o caminho, a verdade e a vida, ninguém vem ao pai, senão por mim”. O caminho, são as atitudes corretas ensinadas por Ele em nosso convívio social , a verdade é porque Ele é o messias prometido em quem se concretizarão todas as promessas bíblicas e a vida, porque somente aceitando o caminho indicado por Ele e O reconhecendo como o messias Salvador e Redentor, estaremos aptos a reconquistar a eternidade perdida em Adão, “por que por um homem veio a morte, também por um homem veio a ressurreição dos mortos” (1 Coríntios 15:21). 

            Jesus resume sua obra no texto de Mateus 13, onde, por meio de sete parábolas, alerta ao Seu povo sobre a boa semente, sobre a semente ruim, os falsos mestres, a contaminação do Seu evangelho, a necessária perseverança da Igreja e finalmente sobre a separação entre o joio e o trigo. Em diversas outras palavras Jesus enfatiza os ideais e atitudes necessários em Seu Reino, como no sermão profético de Mateus 24 e 25, em Marcos 13 e Lucas 21. 

             Os fatos especificamente relacionados aos últimos tempos são focados no Novo Testamento em Romanos 9, 10 e 11, 1 Coríntios 15, 1 Tessalonicenses 4:13-18, 2 Tessalonicenses 2:1-12, 2 Timóteo 3 e 4, 2 Pedro 2:1-3, Judas 1:14 e principalmente em Apocalipse, onde Jesus, já ressuscitado e glorificado, se apresenta ao apóstolo João, que se encontrava preso na ilha de Patmos e lhe fala detalhadamente sobre os fatos finais, que se concretizam com a Sua volta.

             Irmãos, podemos perceber que Deus traçou desde a queda do homem, um projeto para reavê-lo Consigo, porém, como antes o homem não tinha o conhecimento do bem e do mal, esta tarefa era bastante simples para Deus, contudo, tendo o homem, em sua queda, adquirido este conhecimento, Satanás entra em ação para confundi-lo, fazendo parecer que algo genuinamente bom seja mal e vice-versa, cegando-o completamente, daí a necessidade da obra restauradora de Cristo, que se resume em afastar esta ação satânica e fazer com que o homem, usando todo o seu intelecto, possa discernir e praticar o bem em vez do mal (Eclesiastes 2), pois assim procedem os habitantes do Reino de Deus, porque estes, conhecendo o bem e o mal, praticam o bem em todas as áreas de relacionamento entre eles, porque sabem que o bem é uma semente que gera frutos saudáveis enquanto que o mal, ao contrário, sempre gerará contendas, adversidades e sofrimento. 

          A escolha do bem em vez do mal é uma questão do uso da inteligência e da sabedoria em função do bem comum, neste sentido, o Evangelho vem na direção de que o verdadeiro cristão deve se focar no bem do próximo, na qualidade do relacionamento interpessoal, que deve ser baseado na equidade e entendimento, cujo resultado será, sem dúvida, o bem comum. 

           Podemos compreender perfeitamente que todas as profecias e sermões bíblicos se concretizarão quando o homem compreender esta infinita graça, e isso ocorrerá com a ajuda dos habitantes do Reino Celeste, mesmo que estes tenham que se utilizar de sua força e poder; assim se pode compreender o tempo do fim no sentido de conclusão de um projeto traçado desde a queda de Adão, que se alterou pelo panorama de povoamento do planeta, fim no sentido de escopo, intuito, alvo, propósito, quando o homem compreenderá a superioridade e benevolência da vontade de Deus, acatando-a e obedecendo-a, fim no sentido de causa, quando o homem, entendendo a causa de sua criação e existência, viverá em paz com o próximo, com Deus e com a criação. Fim nunca significou ou significará morte ou final de uma trajetória para os que praticam o bem, tampouco para Deus, que é eterno e eterno também fez o homem, e que este se torne novamente eterno é o Seu desejo e desígnio e assim o fará!

 Por Nelsomar Correa, em 02 de março de 2015.

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Testemunhas e Profetas

                    A graça e a paz Igreja de Deus em toda a terra!

            O motivo que moveu este autor a criar esta página e escrever este estudo se deve ao fato da percepção de que alguns religiosos ainda não tiveram a exata compreensão do ministério que cabe às duas testemunhas exercer, excepcionalmente por três anos e meio, quando empreenderão forte embate junto ao anticristo. 

                  Conforme está escrito em Apocalipse11:7 (E quando acabarem de dar o seu testemunho, a besta que sobe do abismo lhes fará guerra, e as vencerá, e as matará.), se presume que durante os 42 meses em que profetizarão especificamente sobre coisas concernentes ao preparo da Igreja para o encontro com Jesus e também convocando os povos gentios à conversão a Ele, que em poucos dias instalará na terra o seu reino milenar, ambos estarão juntos e plenamente coesos e seguros quanto ao que em breve estará preparado para si. Ocorre Igreja, que estes 42 meses estão num tempo futuro que ainda não foi revelado por Deus, porém não é por isso que estes, cujas identidades foram reveladas no ano de 2005 não devem ou podem testemunhar e profetizar coisas atinentes à Igreja em que assistem ou para a Igreja de Deus, como o corpo de Cristo sobre a Terra.

                  Assim como Jesus teve uma infância, adolescência e juventude antes do seu ministério que durou também cerca de três anos e meio, o mesmo ocorrerá com as Duas Testemunhas. Assim como Jesus pregava nas sinagogas desde sua infância, antes do início do seu curto ministério, estando assim sendo preparado para o momento crítico da sua missão, o mesmo também ocorre com os dois profetas e testemunhas do Cordeiro de Deus, não exatamente pregando em Igrejas, mas familiarizando-se com os dons que gradativamente lhes serão entregues e explanando-os à Igreja. A família de Jesus, assim como seus pais foram previamente preparados para receber o messias, porém isso não ocorreu com as testemunhas de uma maneira tão evidente como ocorreu com Ele; pequenos sinais foram enviados por Deus aos pais de pelo menos um deles, como uma luz e visões a esta testemunha desde sua infância, mas não uma mensagem clara. O texto de Apocalipse 10:4 reflete bem esta situação: o cenário estava sendo preparado, mas a mensagem (a voz) ainda não podia ser revelada, e isso amados somente ocorreu no dia da revelação de suas identidades, quando uma potente e suave voz vinda do céu foi ouvida no ginásio, diante de mais de três mil pessoas. 

                  É bem verdade que a vida de Cristo antes do seu ministério é motivo de muitas curiosidades por parte dos cristãos, embora algumas coisas que atestavam sua unção neste período tenham sido publicadas nos evangelhos. Visões ocorreram  e profecias foram proferidas por esta testemunha desde sua infância e estas desde então têm mostrado o que Jesus espera de sua noiva (a Igreja) para o tão esperado encontro. Neste aspecto é de inteira importância compreendermos então o real significado de sua missão por meio destas duas importantes palavras: Testemunhas (visão) e Profetas (profecias).

                   O que devem testemunhar as testemunhas? Esta é realmente uma pergunta que tem feito muitos teólogos coçarem as suas cabeças, mas na verdade isso não é algo extraordinário de se entender. Vejam só: para que Jesus emergisse e tivesse a credibilidade para o início de seu ministério, não apenas Ele, mas também o povo foi preparado para isso, caso contrário seria um estranho falando coisas para pessoas que por ser Ele desconhecido, não lhe dariam ouvidos. De Igual forma foi necessário que as duas testemunhas fossem reveladas em meio a grandes sinais para que ficasse claro que realmente são quem são (Leia o texto: As duas testemunhas na página http://asduastestemunhas.blogspot.com.br/), mas a revelação de suas identidades não dá início ao Ministério Crítico  que ocorrerá no final dos tempos e sim lhes habilita a falarem como tais, a testemunharem e a profetizarem coisas que prepare a Igreja para os dias deste Ministério Crítico.

                O testemunhar decorre de visões que lhes são dadas por Deus, seja dos flagelos que imprimiram e imprimirão sobre a terra ou seja de fatos doutrinários e comportamentais dentro da Igreja, ou seja, Deus se preocupa com as coisas grandes sem se esquecer das pequenas, Ele age no macro e no micro. As coisas grandes ocorrem para a conquistas de todos os povos da terra e as pequenas para o adorno da noiva para o encontro com Jesus. O testemunhar é deixar expresso em palavras escritas e faladas que é Ele mesmo quem está fazendo tais coisas e esclarecer os motivos, assim as testemunhas podem sim dizer por quem, como, quando e porque estão sendo usadas, mesmo que não tenham qualquer cargo eclesiástico.

                 O fato de não terem cargo eclesiástico é também o motivo de muitos questionamentos por parte de alguns religiosos, mas isso já foi explicado diversas vezes e também não é difícil de se compreender: o que ocorre é que as duas testemunhas estão debaixo de um jugo diferenciado de qualquer outro cristão, incluindo todos os que possuem cargos eclesiásticos, ou seja, a estes foi dada uma espécie de Licença para que possam dar o seu testemunho e isso inclui causar flagelos sobre a face da terra, flagelos estes que ocasionam milhares de mortes e também decretar a própria morte de alguém que esteja influindo negativamente para o bom andamento do seu ministério, mesmo que não tenha chegado os dias do Ministério Crítico. No afã de se construir um bom entendimento com a Igreja, a exigência de ser testemunha e possuir um cargo eclesiástico já lhe causou grande conflito espiritual e psicológico, devido ao grande contraste entre sua missão e a de um ministro do evangelho, pois um sacerdote além de não poder matar ninguém deve ensinar que este é um dos piores pecados que um cristão possa praticar, mas como poderá a testemunha pregar isso, se é sabido que tem a Licença para decretar mortes e flagelos?


                    O vídeo abaixo apresenta uma animação onde o autor mostra em detalhes, uma visão bastante próxima daquilo que também compreendemos, excluindo a parte em que vêm à terra como adultos, pois, como já informamos no texto “A morfologia das duas testemunhas” estes nasceram de mulheres.

                Vamos explicar melhor esta questão: nenhum dos dois que foram identificados como testemunhas nunca sujou nem sujará suas mãos para matar ninguém, contudo, no exercício de seu ministério estes têm a autoridade de liberar nos céus tais flagelos e mortes, sem a necessidade de fisicamente executá-los, mas isso, por si só já é o suficiente para causar um sério conflito de identidade e para não lhes causar consequências espirituais e psicológicas Deus esclareceu à Igreja que estes são o que são, ou seja, são as duas testemunhas, com a unção diferenciada que lhes foi entregue para executar sua missão. O teólogo e escritor Norman Russel Champlin, além de outros, como J. Hampton Keathley III, detectaram a independência espiritual entregue às duas testemunhas e assim disse

Champlin em sua obra Novo Testamento interpretado versículo por versículo no que se refere às duas testemunhas: “Estes dois homens vertem azeite sobre suas próprias cabeças”. 

          Esta característica foi detectada por alguns membros da Igreja em que um deles assiste e assim concluíram: “Quando ficamos alguns dias sem ir na Igreja nos sentimos abalados e famintos espiritualmente, mas este se mostra íntegro física e espiritualmente” e outra pessoa disse também: “Parece camelo que  pode ficar muito tempo sem beber água”, referindo-se também quando passam dias sem ir à Igreja, obviamente em suas meditações.

            As testemunhas não necessitam obrigatoriamente comunicar à Igreja quando afligir a terra com flagelos ou outro ato concernente à sua missão, mas como identificou J. Hampton Keathley III em seu estudo sobre as duas testemunhas, esta missão consiste em medir o altar do santuário de Deus com uma cana, cuja palavra original em grego é kalamos, que é uma espécie de cana nativa no vale do Rio Jordão, que alcança cerca de dez metros de extensão, logo conclui que esta é uma tarefa que estes dois profetas devem fazer em conjunto com a Igreja, e tal medição se faz necessária para que a noiva esteja adequadamente ornada para o encontro com Seu Noivo – Jesus. (Veja o link: Ornando a noiva).

             Como profetas e testemunhas de Cristo, os dons que lhes foram entregues, além dos dons de maravilhas (espírito agindo sobre a matéria), como os de visão e profecia devem ser compreendidos pela Igreja como ferramentas do adorno que o Espírito Santo pretende efetuar na mesma e nunca como meio de constranger alguém, por isso mesmo, embora possam falar sobre qualquer assunto que lhes mandar este espírito santo, esta

mensagem sempre trará conforto e nunca amargura. Notem bem isso, conforme foi dito acima, embora lhes fora dado licença para causar flagelos e mortes, isso não faz, não fez e nem fará com que estes profetas sejam assassinos e da mesma forma se profetizarem sobre furto, adultério, pedofilia e homossexualismo dentro da Igreja, como, de fato, ja fez, isso, obviamente deve ser interpretado como uma reflexão do caráter de Deus, que em breve ceará junto  ao Seu povo.

                 Para ilustrar o parágrafo acima quero relatar uma profecia que foi entregue pelo espírito santo a uma das duas testemunhas e por meio desta a membros da Igreja em que este assiste e de outra igreja para a qual a profecia foi dirigida: Dois pastores da Igreja em que assiste se dirigiram aos familiares deste profeta-testemunha para saberem sobre a decisão deste em fazer exame de compatibidade genética com seus progenitores, isso  devido às questões morfológicas intrínsecas às duas testemunhas (veja o texto “A morfologia das duas testemunhas na página http://asduastestemunhas.blogspot.com.br/), e tendo neste dia entregue um juízo de flagelos sobre determinada nação, foi-lhe dada a visão de um rosto ensangüentado em um jornal e acima da foto a palavra pedofilia, foi-lhe também dado que visse o nome da pessoa que estava na foto, e tendo este perguntado se alguém sabia quem era esta pessoa e não havendo resposta, foi-lhe informado o nome da mãe desta pessoa e então alguém afirmou que conhecia. Vale  ressaltar que esta testemunha estava em sua casa e foi chamada ao telefone para participar da conversa, a qual foi gravada.

               Passados alguns meses viu-se no principal jornal da cidade a manchete de que um membro daquela igreja, na qual ocupava um importante cargo era a pessoa cujo rosto estava ensangüentado, pois fora agredido pelos familiares de um garoto excepcional, o qual  era abusado sexualmente por este cristão. Neste dia o Senhor Jesus mostrou que tanto se preocupa com as questões grandes que envolvem as nações como também se preocupa com o adorno de Sua Igreja. Mas o que deve ser motivo de preocupação é o fato de que naquela profecia, embora tenha sido identificado o destinatário, esta não foi entregue ao mesmo por intermédio de quem a recebeu e o conhecia, já que a testemunha não o conhecia para poder fazê-lo.

              Nos dias em que esta notícia se tornou manchete no principal jornal da capital brasileira, quem recebeu a profecia e conhecia aquela pessoa que exercia um importante cargo na igreja, dirigiu-se à testemunha testificando o cumprimento da profecia e quando o profeta perguntou-lhe o motivo de não tê-la entregue esta respondeu que ficara constrangida de entregar uma mensagem tão  difícil e que jamais imaginaria que tais coisas pudesse ocorrer com uma pessoa que exercia tão importante função na igreja.

                Amados, pode ser que as testemunhas tenham a liberdade de determinar flagelos e mortes, mas uma profecia jamais  procederá de si mesmos, logo está patente que o homossexualismo e pedofilia na igreja é motivo de grande preocupação da parte de Deus. Este fato, entre outros motivaram este autor a escrever dois textos sobre este assunto, que podem ser lidos na página: http://propostafinal-amaodedeus.blogspot.com.br/p/noticias-cristas.html.

                  Embora este profeta tenha falado de forma bem clara e  ilustrativa do modo como o cristão é afligido pelas setas satânicas que buscam atingir o povo de Deus com este mal, algumas vozes se levantam para protestar, afirmando que não se deve tratar deste assunto na igreja, contrariando a vontade de Deus expressa neste fato acima relatado. Felizmente o espírito santo tem levantado pastores que têm tratado deste assunto com eficiência e hoje psicólogos cristãos buscam o direito de tratar pessoas que espontaneamente buscam ajuda para este caso em seus consultórios (vejam o link: http://marisalobo.blogspot.com.br/.

                    Buscando identificar as causas que levam algumas pessoas a se oporem ao trato deste assunto na igreja, pôde se identificar estas: desconforto, tabu, amizades e até mesmo políticas. Algumas pessoas se sentem desconfortadas a tratarem deste assunto com pessoas com quem possuem afinidade, outras  temem por estas pessoas possuírem cargos na igreja, outras simplesmente se envergonham e outras, para surpresa geral, não  querem que se trata destes assuntos na igreja devido à linha política  do partido político ao qual estão ligadas e desta forma, muitos filhos de Deus são tragados por este mal e temos visto pastores homossexuais criarem as chamadas “Igrejas Inclusivas”, que se multiplicam pelo mundo e mesmo Igrejas tradicionais estão se rendendo e realizando casamentos entre pessoas do mesmo sexo. Infelizmente o ex-presidente dos Estados Unidos Bill Clinton, conhecido entre os evangélicos como cristão, se mostrou favorável à união homoafetiva, mas felizmente se retratou a tempo de provocar um mal maior e isso deveria servir de exemplo para quem confunde as coisas de Deus com as deste mundo.

            Testemunhas e profetas, uma árdua missão para quem, com a visão de implementar uma nova era de conhecimento para a humanidade, conhecimento este vindo do trono de Deus, além de zelar pela compreensão e entendimento de seu ministério, é  também dado a zelar de suas atividades cotidianas seculares e familiar. Que o Senhor Jesus abra o entendimento de Seu povo e abençoe este ministério!

Por Nelsomar Correa, em 12 de dezembro de 2013, às 12:56 hs

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Quem são as duas testemunhas?

               No ano de 2010 começamos nossa missão de tratar dos fatos revelados sobre as duas testemunhas e lembro que naquela época eram raras as publicações sobre este assunto tão importante, cujo ministério dará origem ao tempo do fim, profetizado desde o tempo dos grandes profetas bíblicos do antigo testamento e melhor detalhado no livro de Apocalipse (ou Revelação).

               Neste estudo focamos a atenção para o problema das interpretações imprecisas, sem o devido cuidado com o adequado uso da exegese e hermenêutica, às quais devem se somar o cuidado com o uso da lógica, razão e sentido, aplicados no estrito significado destes conceitos, principalmente quando se trata de dar uma identidade bíblica às duas testemunhas, pois estes dois profetas são os únicos personagens bíblicos apresentados como enviados de Deus para proclamarem o tempo do fim e dar o testemunho que fará com que nenhuma pessoa sobre a face da terra possa mais duvidar de que o nosso Deus é o verdadeiro Deus.

                     O problema da correta interpretação sobre quem são as duas testemunhas começa a aparecer quando se deixa de lado uma interpretação literal do texto bíblico e assim interpretações figurativas completamente desprovidas de lógica, razão, sentido, exegese e hermenêutica são apresentadas e equivocadamente absorvidas por muitos cristãos, que não buscam o devido aprofundamento no estudo deste tema. Algumas destas interpretações equivocadas afirmam que as duas testemunhas são o Velho e o Novo Testamento. Obviamente nenhum cristão deve discordar que o Velho e o Novo testamento foram escritos por pessoas inspiradas pelo Espírito Santo e deram testemunho dos fatos de suas gerações e também registraram as profecias para o tempo do fim, contudo chamar o Velho e o Novo Testamento de profetas, ungidos, que de suas bocas saem fogo, que se alguém quiser lhes fazer mal ou causar algum dano convém que seja morto e ainda mais, que morrerão, ressuscitarão e serão ascendidos ao céu diante dos olhos de todos os moradores da terra é uma afirmação plenamente desprovida de tudo que se exige para que uma proposição seja racional e espiritualmente aceita por qualquer pessoa, seja ela cristão ou não, justamente por ser muito simplista, bem ao contrário dos fatos que acompanharão este ministério.

                  Outra interpretação simplista, equivocada e igualmente desprovida do lastro da lógica, razão, sentido, exegese e hermenêutica é que as duas testemunhas são a Igreja e as Escrituras, focando na profecia de que enquanto o Evangelho não for pregado a todos os povos o retorno de Cristo não ocorreria. Compreendemos que a Bíblia afirma que o retorno de Cristo não ocorrerá enquanto os povos da terra não tenham conhecimento de quem é Jesus Cristo e de sua pregação, mas os argumentos contrários e esta proposição são as mesmas para a que afirma que as testemunhas são o Velho e o Novo Testamento, ademais a Bíblia não afirma que somente à Igreja caberá a missão de pregar o Evangelho, pois está previsto que durante a Grande Tribulação Deus enviará anjos a proclamarem o evangelho aos povos, nações e tribos (Apocalipse 14:6-7).

                 Outras interpretações ilógicas dão conta de que estes dois profetas representam o governo civil e religioso de Israel durante a grande tribulação, que são profetas bíblicos como Malaquias, Jeremias, Isaías, Ezequiel, Elias, Enoque, Moisés, Zorobabel e até mesmo o próprio Apóstolo João, porém dentre estes os mais cotados são Moisés, Elias e Enoque. Então vamos compreender melhor o motivo porque não são nenhum destes, conforme temos afirmado em outros estudos deste blog.

                  Primeiramente partindo de um princípio bíblico de que “ao homem é dado morrer uma única vez, vindo depois disso o juízo” (Hebreus 9:27), podemos eliminar a maioria destes personagens, com exceção de Elias (2 Reis 2) e Enoque (Gênesis 5:24, Hebreus 11:5), que segundo a Bíblia foram arrebatados por Deus. Quanto à Moisés, embora alguns cristãos pensem que tenha também sido trasladado devido ao fato de ter sido visto junto com Elias na transfiguração de Jesus na montanha (Mateus 17:1-8), a verdade é que Moisés se separou de seu povo e morreu no monte Nebo, sem entrar na terra prometida (Deuteronômio 32:48-52, Deuteronômio 34:5-7, Números 27:12-13), por isso mesmo não pode também ser uma das duas testemunhas.

               O profeta Elias é o mais cotado como uma das duas testemunhas, pois além de ter sido trasladado e ter sido visto pelos apóstolos Pedro, Tiago e João na transfiguração de Cristo na montanha, há também a profecia de Malaquias 4:5-6, na qual Deus diz que enviaria Elias antes do grande dia do Senhor, mas lendo melhor todo o capítulo 4 percebemos que este envio de Elias seria para anunciar a primeira vinda do Messias Jesus e isso é confirmado quando Jesus é questionado que antes de sua vinda o profeta Elias viria para anunciar o arrependimento e amaldiçoar a terra e Jesus lhes responde que Elias havia vindo mas não lhe deram importância: era João Batista, que fora preso e degolado por Herodes (Mateus 11:12-15), portanto João Batista veio no espírito de Elias e não confundam isso com a doutrina da reencarnação, embora alguns cristãos admitam que no âmbito de Deus isso possa ser possível. Portanto a interpretação de que uma das testemunhas seja o profeta Elias está em desacordo com a Bíblia.  

               Dentre os citados resta então apenas Enoque, mas pouco se sabe sobre ele; podemos dizer que diante de uma geração perversa Enoque foi um homem que andou com Deus, sendo o que mais O agradou desde Adão. Enoque foi o que menos viveu desde seus antepassados, sendo a sétima geração desde Adão, tendo vivido com ele por 308 anos, quando foi arrebatado por Deus, aos 365 anos, devido à sua fé perseverante e conduta diferenciada, mas a ele não é atribuído dons espirituais de maravilhas, curas e outros dados a outros personagens bíblicos, assim como aos que foram dados às duas testemunhas.

             Ainda que interpretemos que as testemunhas venham no espírito de Enoque e não sejam uma reencarnação sua, restam ainda vários problemas de lógica, sentido, exegese e hermenêutica, além do fato de que os poderes espirituais dados às testemunhas não eram vistos em Enoque. Como só restou Enoque dentre este, Elias e Moisés, cabe então considerar que as testemunhas são dois homens, embora a revelação que temos anunciado neste canal é que estes têm o mesmo dna (ácido desoxirribonucleico) (veja o texto: “A morfologia das duas testemunhas“. Como descrevemos neste texto e conforme revelações proféticas e também na maneira subliminar com que esta informação é repassada no texto de Apocalipse 11, poderíamos então compreender que embora sejam dois homens, estes poderiam sim ser uma cópia genética de apenas um outro que já exista no paraíso, como por exemplo Enoque, o único que ainda resta de todos os mencionados, porém além das diferenças espirituais entre Enoque e as duas testemunhas, existem sérios problemas nesta proposição, como por exemplo: A Bíblia nos informa que no céu não entrará carne nem sangue (1 Coríntios 15:50), ou seja, este nosso corpo corruptível e mortal será transformado numa outra espécie de corpo incorruptível e eterno para que possa adentrar aos céus, logo então, surge um problema de lógica: Se Enoque teve seu corpo transformado durante a seu traslado ao céu, por mérito em sua conduta irrepreensível diante de Deus, por que motivo e de que modo então voltaria a ter um corpo corruptível e mortal como têm as duas testemunhas? Para responder esta pergunta temos de nos recordar que no princípio o homem (Adão) tinha um corpo incorruptível e eterno, que devido ao pecado tornou-se corruptível e mortal, deste modo toda a humanidade é nascida do pecado; logo, para que Enoque ou outra pessoa que viva no paraíso torne-se em alguém nascido do pecado, tornando-se então um ser mortal é necessário então que também nasça do pecado, ou seja, que nasça de uma mulher, tal como Jesus, que antes de ser gestado era um ser eterno e imortal. 

            Podemos admitir então que João Batista possa ter sido uma cópia genética de Elias, tendo herdado o espírito que Deus deu a ele, mas nunca que isso seja uma reencarnação, mas quando se trata de admitir que o mesmo tenha acontecido com Enoque com relação às duas testemunhas, esta relação não se completa, pelo fato de que há divergências entre o espírito dado a Enoque e ao dado às duas testemunhas. 


                Não podemos deixar de informar também que além destes personagens já citados, também foi mencionado um outro, cuja missão foi muito parecida com a missão que caberá às duas testemunhas: o texto de Apocalipse 11 diz que estes dois profetas profetizarão por três anos e meio vestidos de pano de saco, que terão poderes para fechar o céu no dia em que profetizarem, que poderão afligir a terra com flagelos e aos seus inimigos com fogo, que depois de darem o testemunho que devem dar, a besta que emerge do abismo lhes fará guerra e as matará, que ficarão mortos por três dias e meio, que ressuscitarão e ascenderão ao céu, sendo visto por todos os moradores da terra. Embora Jesus não tenha em seu ministério apresentado tamanhos poderes destrutivos, Ele é a pessoa cujo espírito e missão mais se assemelha ao espírito e missão dados às duas testemunhas. 

               Embora não possamos afirmar categoricamente que as duas testemunhas são então uma cópia genética de Jesus-homem, existem algumas informações subliminares em Apocalipse 11 que merecem uma reflexão mais aprofundada: a primeira reflexão é o motivo de Jesus chamar estes dois homens mortais de “minhas duas testemunhas”, ou seja, darão testemunho Dele: de seu poder, de sua morte, ressurreição e ascensão ao céu; a segunda reflexão necessária é que estes dois profetas serão mortos e velados numa cidade que espiritualmente se chama Sodoma e Egito, onde também o “Seu Senhor” foi crucificado. Assim como nós, muitos intérpretes da Bíblia não vêem esta cidade como Jerusalém, onde Jesus foi crucificado, mas qualquer outra cidade em qualquer outro país, desta forma, como temos dito em outros textos que produzimos, esta informação traz uma relação mais que espiritual, quase que física, como se Jesus visse em suas mortes a sua própria morte, ou a morte de seu próprio corpo, ou a morte de duas cópias de seu corpo. Quando dizemos estas coisas algo como um amargor no estômago nos acomete (Veja Apocalipse 10:9-10).

                Mas que cidade é esta que possamos chamá-la de Sodoma e Egito? Não por acaso a revelação das identidades das duas testemunhas, que temos tratado neste blog se deu em Brasília, a capital de um país muito conhecido pelo carnaval, onde a exposição de corpos nus e seminus se torna mais expressiva e também a cidade cuja destinação espiritual aflorada é percebida não apenas por esotéricos, mas também por cristãos católicos e até mesmo protestantes e evangélicos (leia o texto neste link: http://cutucandooncacomvaracurta.blogspot.com.br/2011/02/o-futuro-da-humanidade-e-civilizacao.html e também http://naohareligiaosuperioraverdade.blogspot.com.br/2012/02/akhenaton-o-egito-e-brasilia.html)

         

                           Temos tido o cuidado desde a revelação das identidades das duas testemunhas no ano de 2005, em não expor ninguém a uma situação ridícula, contudo existem mistérios na Bíblia que merecem maiores investigações para que possamos compreender melhor o propósito maior de Deus para a humanidade. Nenhum católico ou evangélico poderá discordar que os livros de Ezequiel, Daniel e Apocalipse são quase que totalmente tomados por mistérios; a propósito, no dia da revelação das identidades das duas testemunhas, uma voz vinda do céu (Apocalipse 10:8) disse que os mistérios de Deus são insondáveis, logo, estamos amparados para dizermos tais coisas.

                   Que seja feita a vontade de Deus pai e filho nos céus e na terra!

Por Nelsomar Correa em 10/07/2014

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