O bem e o mal – o princípio e o fim

             A graça e a paz amigos e irmãos,

 
 

   Certamente uma única postagem não seria suficiente para tratarmos deste tema: O bem e o mal, os quais estão presentes em todos os povos da terra, sejam eles ricos ou pobres, cultos ou não. Porém nosso propósito neste pequeno espaço é levar nossos queridos leitores a uma reflexão tranquila sobre o surgimento e o fim que as Sagradas Escrituras determinam para ambos.

      Como o subtítulo mostra, está determinado um deslinde para ambos não mais andarem juntos, pois na verdade, quando refletimos no contexto macro da Bíblia, nos deparamos que no princípio da criação só existia o bem e que a determinação de Deus é que  também no fim somente este exista e para que isso venha a acontecer incumbiu esta tarefa a quem sabia que não iria falhar, a saber Seu único Filho: Jesus, também conhecido como o alfa e o ômega, o princípio e o fim !

   Embora Jesus existisse na eternidade como o Verbo Criador de Deus, esta sua missão teve início com sua encarnação entre os homens, cuja finalidade é exatamente apresentar à humanidade um caminho factível em direção ao bem, legando à mesma ricos ensinamentos de relacionamentos coletivos e interpessoais, cuja assimilação torna o indivíduo um ser espiritual, ainda que viva em um mundo material.

    Mas se Deus confiou esta magnífica missão a única pessoa em quem poderia confiar, é porque algo de muito grave ocorreu na criação, de modo que esta necessitasse de um reparo, que apenas alguém que tenha participado dela teria o conhecimento necessário para diagnosticar, identificar e corrigir o erro que culminou com o surgimento do mal, trazendo o caos à criação e criaturas.

     A tarefa de reordenar o caos surgido com a presença do mal é tão complexa e espiritualmente requintada que algumas civilizações, em suas filosofias e religiões acharam mais fácil estabelecer uma convivência com a maior harmonia possível entre estas duas forças que atuam sobre a mente, corpo e espírito dos indivíduos e consequentemente, causando bençãos ou danos também ao ao resto da criação, como é o caso dos conceitos da doutrina mística e filosófica taoista chinesa do yin e yang, que influenciam quase todas as religiões orientais.

      

Símbolo do Yin e Yang, onde o preto representa o princípio ativo Yang (masculino) e o branco representa o passivo yin (feminino). A esfera preta na parte branca Yin significa que este é originado do Yang e a esfera branca na parte preta Yang, significa que este é destinado por Yin.

 

      O mal passou a fazer parte da criação com a rebelião de Lúcifer no céu contra Deus e seus anjos. Lúcifer e um terço dos anjos que conseguiu atrair para si foram lançados em direção à terra (Isaías 14:12-4, Ezequiel 28:12-16). Primeiramente Deus tentou extirpar o mal (Lúcifer, agora denominado satanás) da terra com a criação de Adão, quando o colocou como gestor do jardim do Éden, onde estaria protegido do mal que habitava todo o exterior deste jardim. 

Lúcifer e seus anjos são lançados à terra, após guerra havida no céu

    Deus porém alertou a Adão que o mal existia e que sua glória e eternidade estariam garantidos desde que não fosse também atraído por ele (satanás, a serpente) e como sinal desta aliança Deus plantou no centro do jardim duas árvores, a primeira, chamada árvore da vida, dava frutos que lhe garantiam uma vida eterna, porém a outra árvore, chamada do bem e do mal, também dava frutos, mas estes não deveriam ser comidos, pois acabariam com o efeito do fruto da árvore da vida, ou seja, caso comesse do fruto desta árvore, Adão deixaria de ser imortal e se tornaria um ser mortal, além de outros males que o acompanhariam. Esta árvore representava a fé, confiança e obediência que Adão deveria ter a Deus, compreendendo sua condição de criatura em relação à grandeza Dele, o Criador.


     A filosofia do yin e yang definem respectivamente ambos como energias negativas e positivas, mas também como o ser feminino e masculino e certamente a milenar filosofia chinesa deve ter levado anos de observação para chegarem a esta conclusão e neste sentido, me permito fazer algumas comparações com o primeiro advento divino com o objetivo de exterminar o mal, que foi a criação de Adão. Como escrevemos em nossa postagem O Criador (parte VIII), quando Deus criou Adão há aproximadamente 6.000 anos, existiam hominídeos sobre a terra há cerca de 500.000 anos e estes como os demais animais formavam casais, que perpetuavam sua espécie e eram mortais, Adão inicialmente porém, era imortal e não tinha parceira com a qual pudesse perpetuar sua espécie e é exatamente neste ponto onde residem muitas das respostas que buscamos quando queremos saber o sentido da existência destas duas forças opostas.


      Não é o foco desta matéria adentrar a questionamentos sobre machismo, feminismo ou qualquer tipo de discriminação, pois isso certamente diminuiria substancialmente o nível desta discussão. Homens e mulheres sábias certamente buscam a verdade e sabemos que Jesus, o Verbo Criador de Deus, também refere-se a Si mesmo como “A verdade”. Vamos primeiramente estudar o capítulo 1 versículo 26-30 de Gênesis, que é o ponto nevrálgico desta discussão e que trata da criação de Adão: no versículo 26 diz que Adão foi feito à imagem e semelhança de Deus, no versículo 27, onde além de ser reiterada a imagem e semelhança de Deus, há uma informação muito relevante, que segundo as interpretações de diversos rabinos, de acordo com os originais da torá, Deus inicialmente criou Adão como um ser hermafrodita, podendo procriar. Quanto às celeumas decorrentes desta informação, há também de se questionar o motivo de Deus não ter desde o início lhe feito uma companheira e também de não haver no paraíso (céu) qualquer referência à existência de seres femininos (Lucas 20:34-36) (Apocalipse 14:4). 

   Adão falhou em sua missão, pois apesar de ter sido avisado sobre a necessidade de obediência, estando todos os dias diante das duas árvores que simbolizavam a aliança que Deus fizera consigo, apegou-se mais à Eva, a mulher que Deus lhe concedera do que ao Seu Criador, pois esta, apesar de ter sido alertada por seu companheiro que não poderia comer da árvore do conhecimento do bem e do mal, permitiu que a dúvida, induzida em sua mente por uma terceira pessoa, alheia ao seu relacionamento, pudesse fazê-la por em segundo plano o convívio harmonioso e diário com Deus e Adão. 

      Este episódio muito se assemelha com a filosofia ying e yang, que diz que yang (masculino) origina ying (feminino) e este destina yang. Após comer do fruto do conhecimento do bem e do mal, Eva o oferece a Adão, que também o come. A Bíblia não relata se houve alguma resistência de Adão ao comer do fruto, mas certamente temos de supor que houve uma grave preocupação de Adão, pois as Escrituras relatam que o semblante de Adão decaiu, e o mesmo deve ter ocorrido com Eva. Adão certamente ficou perplexo, desiludido, inconformado, pois Eva o colocou diante de árduo dilema: Se não comesse do fruto certamente não mais teria a companhia de Eva, a quem se apegou, porém continuaria vivendo no Éden como ser eterno, mas se comesse, além de permanecer em sua companhia, poderia saber se realmente o que Deus havia lhe falado, que de fato morreria, era mesmo verdade, então optou pela segunda situação. Após serem descobertos sobre a desobediência, em momento algum Deus culpou Eva, mas a Adão por ter-lhe dado ouvidos (Gênesis 3:17), mas este, em uma única frase culpa Deus e Eva (Gênesis 3:12).


     Após cada dia da criação, do primeiro ao sexto dia Deus reflete e admite que tudo que havia feito era bom. No que tange à interpretação dos rabinos, de que no projeto inicial de Deus, Adão fosse um ser hermafrodita que geraria descendentes também hermafroditas ou que não geraria descendentes, mas viveria eternamente no Éden e influenciaria positivamente os hominídeos que também habitavam a terra, fora dos limites do Éden, Deus revela em sua soberana decisão, o principal aspecto do Seu caráter, o Seu amor incondicional, chamado Ágape, pois colocou em primeiro lugar o bem estar de Adão, ao tirar de sua costela aquela que seria sua companheira.  Contudo, após ter criado a mulher, a quem Adão se apegou, e de quem veio a sua queda e consequentemente o pecado e o desvio do projeto inicial que seria influenciar positivamente os demais habitantes dotados de inteligência que habitavam a terra, Deus se arrepende de tê-los criado (Gênesis 6:6).  A terra estava povoada, os descendentes de Adão (filhos de Deus) passaram a se casar com as filhas dos hominídeos (filhos do homem) e ao invés de Adão e seus descendentes influenciá-los, eram eles também influenciados por estes, que não tinham em seu interior o Espírito de Deus (Neshama) e toda inclinação do homem era para o mal.

       Homem e mulher resistindo ao mal

 

  Irmãos e irmãs em Cristo, amigos e amigas, leitores e leitoras deste canal, não somos insensatos em atribuir culpa às mulheres, porquanto o próprio Deus não o fez, porém, com a necessária sensatez e sabedoria que cabem às pessoas que procuram trilhar o caminho do bem, que amam e têm sede de justiça e são mansos e humildes de coração, não podemos perder a oportunidade de tirarmos grandes ensinamentos destes fatos bíblicos, para o nosso bem e também das gerações vindouras.

   Diferentemente das religiões orientais, que influenciadas pela filosofia do yin e do yang, apregoam um convívio harmônico entre o bem e o mal, o negativo e o positivo, os seguidores das três grandes religiões abraâmicas, os judeus, cristãos e islâmicos, creem e aguardam com fé e esperança o “Grande Dia do Senhor”, quando Deus enviará seu Messias para por fim ao mal que assola as mentes dos habitantes da terra, pois como dissemos no início deste estudo, o Messias é o princípio e o fim e no princípio o mal não existia e este virá revestido da plenitude de poder e glória, para esmagar de vez a cabeça da serpente, que trouxe o mal à criação e às criaturas (Gênesis 3:15, Salmos 91:13, Lucas 10:19, Romanos 16:20, Apocalipse 12:9-10, Apocalipse 20:1-2).

    Estamos no mundo mas não pertencemos a este mundo, que jaz no maligno, fomos comprados pelo preço do Sangue do Filho de Deus, e pela fé e pela graça que uma vez nos foi dada, por intermédio do seu sacrifício vicário, podemos vislumbrar a criação como originalmente foi projetada por Deus, sem a presença do mal, pois uma vez limpos pelo sangue do Cordeiro de Deus, deixamos de ser pessoas maledicentes. Veremos um novo céu e uma nova terra cobertos da glória de Deus, seremos seres revestidos de um corpo espiritual e eterno e já não há mais espaço para crenças e filosofias que contam com a existência e o convívio com o mal, pois o segundo Adão, Jesus Cristo, cumpriu com louvor sua missão !

    Deus, por sua infinita sabedoria e poder recriou a criação e pelo poder do sangue Daquele que Ele julgou como o Único capaz de cumprir esta missão, fomos feitos novas criaturas, nascemos de novo, não na carne, mas no Espírito do Senhor e não vivemos mais nós, mas Ele vive em todo o nosso ser. Somente assim, como seres espiritualizados, não nos vemos mais como homens e mulheres no estrito sentido genético, carnal ou material, porém como seres espiritualizados, temos uma só mente e espírito em Cristo e este detalhe genético tem uma dimensão insignificante diante da grandeza espiritual do Reino de Deus, que transcende qualquer entendimento.

  Temos de entender que Deus estabeleceu uma ordem natural no convívio homem-mulher, a qual, por mais que alguém queira mudá-la, isso se torna insustentável e desnatural. Uma mulher pode perfeitamente, estudar, ler e obter mais conhecimento que um homem, ela poderá orientar um homem, contudo jamais poderá ocupar o lugar que Deus lhe reservou e de igual forma cabe ao homem, este jamais poderá ocupar o lugar que Deus reservou para a mulher, ainda que também tenha obtido mais conhecimento e sabedoria que esta. Em Deus somos pessoas mansas, sensatas e quaisquer divergências podem ser resolvidas com diálogo, sabedoria, boa vontade e amor.


   O ser humano é algo substancialmente mais complexo que tudo que possamos conhecer na natureza, por isso não podemos assimilar para nós diversas leis que regem todo o cosmo, pois se assim fosse, estaríamos nos abstendo da inteligência, da sabedoria e da espiritualidade com que fomos agraciados e que nos diferencia dos demais seres animais e vegetais. Por exemplo, quando concordamos que homens e mulheres são atraídos pela lei da atração e repulsão (Lei de Coulomb), que diz que polos diferentes se atraem, nos focamos apenas na questão física ou corporal, porém, diferentemente de todos os seres vivos, o ser humano é uma trindade (tri-unidade) composta de corpo, alma e espírito), assim sendo, para que não haja sofrimento, a questão física não pode ser o único referencial que une homem e mulher.

     Os filhos de Deus e os filhos do homem – a estratégia de Deus para exterminar o mal

      

  Como repetimos em diversas páginas deste canal, existem diversos erros de tradução, desde o original hebraico, os quais têm trazido, no decorrer dos séculos, diversas interpretações equivocadas sobre o que foi, de fato, escrito pelos profetas e ungidos de Deus, sob Sua inspiração, com isso, a colaboração de estudiosos e intérpretes judeus, rabinos ou não, tem sido muito valiosa, pois a convivência milenar com os escritos bíblicos em sua forma original, lhes proporciona esta vantagem.

    A teoria da evolução de Darwin sustenta a ideia de que os seres vivos se adaptam e desenvolvem segundo o meio em que vivem e pesquisas recentes comprovam o escrito bíblico de que toda a vida animal e vegetal surgiu nas águas (ver nossa postagem: O Criador (parte III). A bíblia além de confirmar esta descoberta científica, também faz diferenciação entre os humanos que surgiram da água e os humanos filhos de Deus, mas esta será matéria de um estudo mais aprofundado. No momento, como dissemos em outros parágrafos deste presente estudo, estes são diferenciados na Bíblia como filhos do homem e filhos de Deus e somente este aspecto é suficiente para concluirmos nosso pensamento. 

  Os filhos do homem, em seu processo de evolução, passaram por situações e meios muito hostis de sobrevivência e inicialmente, quando não tinham o conhecimento suficiente para dominar os animais e vegetais que os cercava, por necessidade natural, seus corpos eram totalmente coberto de densos pelos, pois não sabiam ainda confeccionar roupas. Por necessidade de proteção, aprenderam a viver em grupos e unidos, passaram a ter força para enfrentar animais maiores e mais fortes que eles e passaram ao topo da cadeia alimentar, depois descobriram como produzir fogo, com o fogo aprenderam a cozinhar seus alimentos, a forjar armas e utensílios, a fabricar roupas com a pele de animais e da constatação que possuíam uma grande força coletiva, passaram a se organizar de forma tribal, que posteriormente progrediu para o sistema de reinos, onde um líder os representava e a este deviam obediência. Com o conhecimento empírico que acumulavam passaram a construir cidades, como é o caso de diversas cidades que surgiram antes da criação de Adão, como Jericó (Cisjordânia), Biblos (Líbano), Damasco (Síria), Susa (Irã) e talvez Sidon (Líbano) ver o link: cidades mais antigas do mundo.

A cidade de Byblos, hoje chamada Jbeil, importante centro turístico libanês, situada a 42 km a nordeste de Beirute


    Diferentemente dos filhos do homem, Adão não teve uma vida árdua, enquanto vivia no Éden, sob a proteção de Deus, ao contrário, era herbívoro e os animais ali existentes não tinham ferocidade. Deus instalou o bem em meio a um mundo mal, pois o Éden se localizava numa região próxima a estas principais cidades construídas pelos filhos do homem.

    Os filhos do homem, além de se unirem para a caça de animais para sua alimentação, também se uniam para expandir seu território, o que era uma necessidade premente, ante o aumento populacional de suas tribos e para isso travavam lutas atrozes contra outras tribos. Neste aspecto é fundamental destacar que as primeiras cidades dos filhos dos homens, em seus diferentes povos, também foi o cenário que Deus utilizou para trazer Seu plano de redenção, o qual era propagar o Seu Espírito (neshama) a estes povos tribais, por meio de Seu filho Adão, em quem havia inserido seu Santo Espírito, eis aqui a simbologia geográfica: “o bem (Éden) inserido no coração de um território mal e hostil (historicamente chamado de Levante), eis aqui a simbologia espiritual: o Espírito de Deus inserido nos corações dos filhos do homem.

    O Território Santo escolhido para o tempo do fim


  Podemos constatar até aqui que desde o início Deus escolheu a região do oriente médio para estabelecer o Seu propósito de erradicar o mal de sobre a terra, é por isso que ali estabeleceu seu tripé religioso, através do judaísmo, cristianismo e islamismo, (Ver nossos links: Cristianismo e judaísmo – perspectivas imediatas  e  Cristianismo e islamismo – perspectivas imediatas).


    É por isso também que embora tenha sido oferecida aos judeus, após a criação do atual estado de Israel pelas Nações Unidas em 29 de novembro de 1947, territórios no Chipre e na Argentina, em regiões mais férteis, eles preferiram escolher a aridez e os inimigos que teriam de enfrentar na Cisjordânia, por ser aquele o local prometido por Deus. 

     É por isso que Jesus, o segundo Adão, veio trazer em meio aos judeus que estavam subjugados pelo império romano no território da Judeia, uma mensagem de paz, fraternidade, justiça, tolerância, entendimento e amor à humanidade, mensagem esta disseminada à maioria de seus compatriotas que estavam cumprindo a diáspora determinada por Deus por todas as nações da terra e também à todos os povos e nações do planeta.    

   É por isso também que Deus encontrou em Maomé, a pessoa que iria cumprir a promessa feita a Agar, descrita em Gênesis 16:10 e Gênesis 21:18, de que dela nasceria uma grande nação e também para cumprir a ordem de exterminar os povos politeístas que habitavam Canaã (Deuteronômio 20:16-17, Números 33:51-53, 2 Samuel 8), que nem Abraão, nem Moisés e nem Davi conseguiram exterminar nem acabar com sua idolatria . 

   É por isso que estão em Israel e no Oriente Médio os principais centros de peregrinações dos judeus, cristãos e muçulmanos. É por isso que será, a partir do monte Sião, em Jerusalém que Jesus reinará sobre toda a terra com onisciência, onipotência e onipresença, quando descerá do céu a Nova Jerusalém, cuja área cobrirá a maioria dos países do Oriente Médio, onde habitam a maioria dos muçulmanos. (Ver nosso link: Cristianismo e Judaísmo – perspectivas imediatas (parte II). (ver nossa página Cristianismo e islamismo – perspectivas imediatas (parte IV) 

 

    Caminhos para exterminar a semente do mal hoje

 

     As Sagradas Escrituras não nos engana quando somos por Ela informados que o Reino de Deus é conquistado pela força, que grandes batalhas e flagelos ocorrerão antes que o Reino de Deus seja instaurado na terra com a presença física de Jesus. De fato parece haver um equilíbrio na balança do bem e do mal sobre a face da terra. O mal gera tanto ou mais lucro que o bem: estudos revelam que somas inacreditáveis de dinheiro são movimentadas com o tráfico de drogas, tráfico e comércio de armas, prostituição, pornografia, cinematografia pagã, guerras e guerrilhas, corrupção, desonestidade, etc, recursos estes que poderiam ser usados para aplacar a fome de muitas crianças, jovens, adultos e idosos em inúmeras nações, que poderiam ser usados para construir escolas, hospitais e centros profissionalizantes nas nações menos favorecidas, mas os líderes mundiais vendo diariamente estes males gritantes na televisão e mídias virtuais, mantêm seus corações e mentes irredutíveis, na direção da soberba, avareza e ganância.

 

 

     São milhões ou bilhões de pessoas que se sustentam com estes meios maléficos de sobrevivência, onde a consideração com a vida do próximo, pensada de uma forma honesta e racional é simplesmente esquecida. Por uma questão meramente política, étnica, econômica ou religiosa, valores que todas as religiões ou filosofias consagraram a milênios são simplesmente ignorados por pessoas ambiciosas que são alçadas a estruturas de poder, nos mais diferentes cantos da terra. Guerras cruentas são travadas não mais com o arco e a flecha, mas com o fogo das bombas e fuzis, gases mortais e enxofre e a barbárie é exibida em vídeos como propaganda de guerra.

   Diante de um mundo onde o amor se esfriou tanto a ponto de ser até mesmo comprado, como poderemos imaginar em enfrentar as poderosas forças do mal sem o uso de uma força em sentido oposto? afinal, não é contra o veneno das serpentes que do seu próprio veneno se faz o antídoto? também dos escorpiões, aranhas e todos os animais peçonhentos? Porventura seriam os homens que causam tanto choro e dor melhores que os animais peçonhentos? Certamente a dor e destruição que estes homens causam são infinitamente maiores e é exatamente por isso que em meio a este cenário hostil Deus inicialmente enviou suas DUAS TESTEMUNHAS (link), às quais foi dado poder para assolar a terra com flagelos, para transformar água em sangue e destruir com fogo de suas bocas aos que ousarem impedir de cumprirem sua missão. 

 

 

    Depois do anticristo tê-los matado, este enfrentará uma guerra ainda maior com Aquele que as enviou e Seus próprios anjos derramarão sobre a terra as taças de Sua ira e o Messias o derrotará, assim como o falso profeta e os líderes que o apoiam e prenderá por mil anos o acusador das almas humanas, a antiga serpente, satanás e o mal será retirado da terra por mil anos, porém depois deste tempo convém que satanás seja solto por um breve período, para novamente seduzir as nações, mas logo será novamente preso e lançado no lagar de fogo, onde já estão a besta e o falso profeta.

 

 

   É chegado o tempo do fim, fim no sentido de propósito, propósito de Deus em reconquistar para Si a forma original com a qual projetou toda a criação, sem a presença do mal. Do céu descerá a Nova Jerusalém, a capital do planeta e subsede do governo único celestial e da nova terra.

 

 

    E virá o Dia do Juízo final, onde os salvos ganharão seus galardões da eternidade e aos que não tiveram seus nomes escritos no Livro da vida e cujas obras não foram aprovadas, a condenação eterna.

 

                  Por Nelsomar Correa, em 17 de abril de 2017

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