As duas Testemunhas

       Em todos os trabalhos escatológicos que estudei ou publicações afins, tenho percebido que pouca atenção é dispensada aos capítulos 10 e 11 de Apocalipse e este é um erro bastante grave porque justamente aí se iniciam os acontecimentos finais que antecedem a  segunda Parousia (A volta de Jesus).

       Este erro se inicia na interpretação errônea do “Livro Selado” (Apocalipse 5) e isso se deve, sem culpa, ao entusiasmo dos primeiros Cristãos, que esperavam para aquela geração a prometida Parousia. Embora passados dois mil anos sem que a mesma ocorresse, aquela expectativa que perdurou por tantos séculos acabou por enfraquecer a fé de muitos cristãos das gerações seguintes e com este enfraquecimento da fé iniciou-se os primeiros sofismas que hoje vemos, não só na Igreja que agregou todas as demais igrejas primitivas e que pregou o Evangelho durante quase quinze séculos praticamente só, mas também nas igrejas originárias do Movimento Protestante que teve início na Inglaterra no século 12 com o precursor da Reforma Protestante, o inglês John Wicliff, o qual foi perseguido pelo Papa, incentivou a separação da Igreja Inglesa da Igreja Romana e perpetuou-se com os demais reformistas, numa nova direção para a Igreja de Deus.

       Não se deve, contudo, atribuir falta de erudição a estes nobres cristãos, posto que em sua maioria eram catedráticos de Universidades; devemos entender que a própria Bíblia permite que a esquadrinhe (Daniel 12:4), porém, por ser a Escatologia um livro selado, devemos concluir que somente aquele que foi escolhido DIGNO de abrí-lo pode fazê-lo com autoridade, a saber Jesus Cristo, o Cordeiro eternal (Apocalipse 5:1-5).

       Vejamos, a interpretação (esquadrinhamento) corrente sobre o Livro de Sete Selos é que o mesmo é o Livro da Vida, ou seja, aquele no qual está escrito todo o propósito de Deus e também os nomes dos salvos. Agora, podemos desculpar nossos primeiros irmãos da fé, posto que aguardavam para aquela mesma geração a volta de Cristo e assim não se deram conta ou, sem culpa, não compreenderam que os fatos relatados nos seis primeiros selos ocorreriam num espaço de tempo que exigiria séculos para serem concretizados. O sétimo selo, ao contrário, é destacado dos demais e este sim, ocorrerá na última geração, a que contemplará a Parousia.

       Esclarecida a origem deste sofisma, agora, temos de partir para a árdua tarefa de substituir este paradigma secular por outro e para isso devemos nos sujeitar à espada

empunhada por Cristo glorificado (Apocalipse 1:16), a qual penetra aos mais profundo da consciência humana e é capaz de discernir alma e espírito, junta e medula, esta consciência que produz a verdade, a verdade que liberta!

       Assim como a maioria dos apóstolos foram martirizados pela ousadia e intrepidez (Atos 4:29) com que quebraram os paradigmas da religião judaica predominante (a lei) para se estabelecer o bastante profetizado tempo da graça iniciado com a chegada do Messias, também serão martirizadas as duas testemunhas, que iniciam os fatos do sétimo selo!

       Ocorre que para justificar um sofisma é necessário criar outro ainda maior e assim se cria uma corrente de pensamento que, passada de geração em geração, acaba por tornar-se um paradigma e como é difícil se quebrar um paradigma, ainda mais quando este persiste por séculos! Assim, com a abençoada e profetizada multiplicação da ciência, não há qualquer pecado em adequar ou contemporizar aquilo que nos foi ensinado de forma empírica.

       Como muitos estudiosos da Bíblia não conseguiram modificar todos os sofismas e paradigmas perpetuados na Igreja, como é o Caso de John Wicliff, Gerônimo de Praga, João Huss e Martinho Lutero por exemplo, estes ou foram mortos na fogueira ou foram severamente perseguidos por ela, que, por não acatarem estes sofismas e paradigmas seculares eram taxados como hereges.

       Veja como a palavra heresia é revestida de um caráter tão dúbio: ao ser tido como herege se pressupõe que o indivíduo esteja professando idéias contrárias às normas e ensinamentos da Igreja. Mas o que é a Igreja?  Por quem foi ela criada? Para que foi ela criada?

       Ao compreendermos melhor o que é a Igreja, certamente teremos clareado o conceito do que também é a heresia. A Igreja sempre existiu! Antes da queda de Lúcifer a assembléia de Deus com os anjos embora não se chamasse especificamente Igreja, o sentido de obediencia, devoção e adoração destes para com o Criador é algo que muito se assemelha à Igreja em que hoje congregamos. Com a criação do homem após a queda de Lúcifer, Deus pretendeu congregar novamente para si todas as coisas, haja visto que havia dado à Satanás a terra por moradia. Congregava Deus com o homem (Adão e Eva) em estado de plena inocência e santidade, por não terem estes ainda o conhecimento do bem e do mal. Como também o homem caiu em desobediência como Lúcifer, que passou a ser conhecido por Satanás, houve então sobre a terra um conflito de interesses: de um lado Deus, que quer congregar para si as coisas que Ele criou: a terra e o homem, por outro lado está Satanás, que luta diuturnamente para resistir a este desígnio de Deus e entre estes dois seres extremamente poderosos está o homem, que agora dotado do conhecimento do bem e do mal e do livre arbítrio dado pelo Criador, tem por parte deste uma ajuda substancial: A IGREJA! Desde os primórdios da fé, que vem de Deus (Efésios 2:8), para que o homem não fosse destruído por Satanás, Deus espera deste uma atitude espontânea e verdadeira de devoção e adoração e assim se conheceu o verdadeiro adorador: Abel e o falso adorador: Caim, pela forma com que apresentaram seus sacrifícios ao Criador!

       Podemos então dizer que Caim foi herege, pois embora quisesse adorar à Deus, não o fez com a totalidade de seu ser e com o melhor das suas primícias! Eram ambos filhos do pecado, e para encobrir-lhes o pecado necessário era que houvesse o holocausto de um animal, o que não fez Caim.

       Jamais Deus deixou de congregar com o homem, seja para abençoá-lo, para edificá-lo ou mesmo para puní-lo e para isso levantou profetas, juizes, sacerdotes e reis e o ciclo de benção-desobediência-castigo se repetiu inúmeras vezes mas foi incapaz de retirar o amor de Deus para com o homem e de retroagí-lo em seu propósito de redenção do mesmo! Mesmo havendo sofismas, paradigmas vãos e heresias, Deus segue firme nesse propósito!

       Vimos então que houve sempre a igreja e num certo momento com ela as heresias e a divina providência em extirpá-las. Logo devemos concluir que a heresia não pode ser a opinião contrária a paradigmas humanos agregados à Igreja, mas sim, podemos apontar como algo herético aquilo que afronta o eterno propósito de redenção da humanidade, que a cada convertido cabe contribuir grata e espontaneamente, indo e pregando as Boas Novas do Evangelho onde quer que vá!

       O propósito de Deus para com a humanidade se estende então desde o príncípio da criação até a reconquista da redenção desta humanidade. Deus sempre advertiu que o caminho desta reconquista seria penoso e que poucos o resistiria, mas aos vencedores garantiu a suprema conquista: A eternidade em comunhão com o Criador!

       Ao ser expulso do paraíso Deus ordenou ao homem: “crescei e multiplicai e povoai a terra”. Somos hoje quase sete bilhões de indivíduos sobre a face do planeta, estes se dividem em nações, línguas, povos e tribos, com costumes e cultura bastante diversificadas, como então cumprir a complexa missão de levar ao conhecimento destes povos tão distintos os propósitos do Criador? Deus ordena e Ele próprio disponibiliza os meios e todos estes meios estão já descritos nas Escrituras em “Livros Selados”, que são ordenanças para o tempo final da concretização deste propósito, quando a ciência conquistou um estágio de evolução que permite ao homem compreendê-lo melhor.

       É louvável a árdua tarefa daqueles que atendendo ao chamado do Cordeiro se dispuseram a pregar o Evangelho

aos quatro cantos do mundo e não cabe a qualquer homem julgar que para isso tenham até empunhado espadas (nas Cruzadas) ou mesmo armas de fogo (contra os turcomanos)

(Mateus 11:12) bem como daqueles que em tempos de paz e prosperidade pregaram a humildade de entender que a paz e prosperidade também são dádivas do Reino, aperfeiçoando assim o caráter cristão (Filipenses 1:6).

       Vivenciamos hoje, como podemos constatar pela realidade dos fatos, o chamado “Tempo do fim” no qual Deus concluirá o seu propósito de redenção da humanidade. Certamente é necessário conhecer profundamente a história da Igreja desde a chegada do messias até a presente data para que possamos compreender melhor a Igreja hoje. Primeiramente não podemos entender que Igreja seja uma determinada denominação cristã, mas sim a congregação de todas elas e desta forma torna-se incabível ao homem qualquer pleito de proeminência sobre qualquer uma delas, antes devemos compreender que estando os olhos do cordeiro (Apocalipse 2:18, Zacarias 4:10, Apocalipse 5:6)

Sobre toda a Terra, de nenhuma maneira os atos dos líderes eclesiásticos lhes passaram desapercebidos, tampouco 

permitiu ou influiu para que a história assim se desenrolasse, num intuito de aperfeiçoar a Sua Noiva, porém,   prometeu que as portas do inferno não prevaleceriam contra  a Igreja, ou seja, Jesus jamais desceu ao nível dos homens mas sempre construiu caminhos alternativos para que o “cavalo branco” (o Evangelho) galopasse a passos largos o seu curso.

       Segundo pesquisas, existem hoje mais de cinquenta e cinco mil denominações cristãs nos diferentes países onde o Evangelho pode ser pregado e não cabe também a homem algum afirmar que Cristo não esteja presente em espírito em qualquer uma delas, haja visto a pluralidade cultural humana, mas perceber que também isso é parte do projeto de Deus para congregar para Si as nações! Estando o Povo de Deus presente em quase todas as nações as suas Boas Novas poderão então ser pregadas e entendidas pelos povos das diferentes culturas, podendo neste tempo então, trazer as revelações finais, não mais como leite espiritual, mas como alimento sólido.

       Percebamos então: vivemos todas as condições previstas na Bíblia para que o Senhor execute os planos finais de seu propósito maior para com a humanidade: vivenciamos a multiplicação da ciência, vivenciamos a multiplicação do Evangelho que é levado aos diversos povos, nações, tribos e raças, vivenciamos flagelos naturais e os provocados diretamente pelo homem como guerras, atentados, violência urbana, etc., como nunca na história humana, ou seja, uma sequência de fatos proféticos que viabilizam a execução das últimas profecias: abertura do sétimo selo de Apocalipse!

       Em fevereiro de 2005, num evento evangélico ocorreu

um fato que fora precedido por dez anos de contínuas profecias, visando preparar seus protagonistas para a reve-lação que se daria, e no dia que o antecedeu a Igreja que organizou aquele evento foi preparada por uma forte palavra da parte de Deus e conforme tudo que por uma década vinha sendo dito o fato ocorreu e este fato é a revelação da identidade DAS DUAS TESTEMUNHAS DE APOCALIPSE 11! E naquele dia foi declarado pelo palestrante que ministrava:

DECLARO ABERTO O SÉTIMO SELO!

       Caros irmãos, certamente você estará se perguntando o motivo pelo qual este fato ainda não foi divulgado para as demais denominações cristãs e a resposta é tão complexa quanto o ministério que cabe a estes dois profetas. Inici-almente a Igreja que realizou o evento em que ocorreu a revelação da identidade deste dois homens se acautelou e

aguardava mais sinais que confirmassem os inúmeros sinais

demonstrados naquele dia, tais como tremor de terra, levi-

tação de pessoas, fogo que saiu de suas bocas, a voz de trovões com que um deles falava, a gravação da voz do próprio Deus que disse: “OS MEUS MISTÉRIOS SÃO INSONDÁVEIS, NÃO PERMITIREI QUE OS MEUS DOIS FILHOS E O MEU POVO SEJAM ENVERGONHADOS. PARTO. MAS DEIXO MEUS DOIS FILHOS PARA QUE APRENDAM COM ELES! Isso mesmo, embora esta igreja tenha o som e a imagem de tudo isso que estou lhes informando, ainda assim pediu mais sinais, os quais foram entregues profeticamente não apenas por pastores conhecidos no Brasil e exterior ou por pessoas simples, mas também por uma das duas testemunhas. Foi entregue a esta igreja no mesmo ano de 2005 “UM LIVRINHO” contendo o relato de todas as profecias e sinais que por dez anos precederam aquele acontecimento e por fim argumentaram que as testemunhas teriam a autoridade para assolar a terra com flagelos e também isso lhes foi demonstrado.

       Notem, esta igreja tem “UM LIVRINHO” que contém quase duzentas páginas se editado em tamanho médio sobre este assunto, tem o som e as imagens destes dois profetas, que segundo a interpretação subliminar da bíblia e de profecias que antecederam a revelação, são clones (veja a interpretação bíblica original do grego em http://www.graodetrigo.com/ buscando a publicação “As duas testemunhas: dois homens, um corpo”).

       Como sinais não mais lhes faltavam, a força imperiosa do egoismo ainda fala mais forte, por entenderem que a prerrogativa de ensinar cabe aos obreiros e pastores e a prerrogativa de administrar cabe aos líderes gestores e desta maneira, estes dois profetas, cujo projeto bíblico remonta desde a época de Zacarias (Zacarias 4) deveriam ter o seu ministério subordinado às interpretações e prerro-

gativas destes, independentemente de diversos profetas de

renome nacional e internacional, bem como pessoas humil-

des usadas pelo mesmo Deus dizerem que à estes dois cabe,

de forma independente, levar a todos os cristãos estes fatos. O Dr. Norman Russel Champlim, em sua publicação “Novo testamento comentado versículo por versículo” percebeu que devido à prepotência e egoísmo inerentes ao homem a relação destes dois profetas com a igreja seria difícil.

       Finalmente, a existência destes dois homens trás como consequência a quebra de sofismas, paradigmas e tabus empiricamente incorporados à liturgia cristã, tais como as interpretações escatológicas que originaram as correntes pré-tribulacionista, meso-tribulacionista e pós-tribulacionista, conforme se deve ocorrer o arrebatamento da igreja, antes, no meio e depois dos sete anos da “Grande Tribulação”.

       Desta maneira, o fato inquestionável da existência destes dois profetas trás de imediato as medidas que cabem, independentemente de qualquer corrente escatológica ou de interpretação bíblica, a todos os que temem a Deus, aceitar! Desta forma se quebra o sofisma de que estes profetas seriam Elias, Enoque, Moisés ou qualquer outro personagem bíblico, pois ao homem está ordenado morrer uma só vez (Hebreus 9:27), assim como todos estes já morreram ou foram trasladados, não podem então renascer de uma mulher, a menos que admitamos a heresia da reencarnação, tampouco viriam à terra como adultos, posto que após a morte os salvos ressuscitarão em um corpo espiritual e incorruptível e as duas testemunhas serão assassinadas!

       Notem! devemos praticar um culto racional! As duas testemunhas são eles próprios, embora a predição de suas existências remontam a milhares de anos! A informação bíblica e profética de que são clones também não deve ser acatada como aética, uma vez que não foram feitos por mãos humanas, a informação científica de que são realmente filhos de seus pais, não deve ser limitada ao atual estágio da ciência humana, uma vez que esta mesma se prima pela verdade e diz que o DNA é apenas a ponta do iceberg para a formação de um ser e que outros fatores tais como proteinas e substâncias ainda desconhecidas podem influir na formação genética.

       O fato de Deus, com sua própria voz tê-los chamados de “meus dois filhos” não deve ser interpretada como uma

ingerência direta na gestação de suas mães, pois Deus ordenou “Não adulterarás”! logo não há motivos para pensar em tabus, ética ou heresia e JAMAIS criticá-los por buscar a verdade na ciência, pois Jesus glorificado, antes de se fazer carne disse à Daniel: “a ciência multiplicará e os sábios resplandecerão como o fulgor do firmamento!”

       A crítica, decorrente de uma interpretação errônea da bíblia, quando esta diz que ela se explica a si mesma trata-se, na verdade de uma heresia diante do exposto no parágrafo acima, logo, ela própria revela que com a multiplicação da ciência os homens compreenderiam melhor os mistérios de Deus, assim, além de explicar-se a si mesma,  ela própria prediz que a ciência confirmará as profecias nela inseridas. Não é difícil compreender que o que era mistério na época de Daniel, hoje ou amanhã poderá não ser e também podemos constatar que existe uma grande distância da ciência existente naquela época com a de hoje.

       Independentemente de qualquer corrente teológica, seja ela pré, pós ou meso-tribulacionista, estamos tratando de fatos reais, suficientemente documentados e provados pelo tempo e por sinais vindos dos céus! Racionalmente devemos imaginar que o período de sete anos que deve durar a “Grande Tribulação” não seriam suficientes para que duas crianças nascessem, adquirissem o conhecimento bíblico e a maturidade necessária para convencer os não arrebatados ou remanescentes do arrebatamento da Igreja dos seus pecados, fazendo-os arrepender para serem salvos e resistirem à besta, você não concorda? 

       É racional então compreender que o ministério das duas testemunhas não se dará apenas na grande tribulação, mas o simples fato de existirem é motivo de preparação da Igreja, pois está ordenado “É tempo de medir o altar do santuário de Deus e todos os que nele adoram” (Apocalipse 11:1-4). Deixemos para trás a concorrência visível das igrejas e sejamos um, como quis Jesus em sua oração sacerdotal de João 17. Entendamos que este ministério não pertence a uma determinada denominação, mas a todo os cristãos existentes sobre a face da terra e a prova científica e os sinais que Deus fez e fará através deles farão conhecidos o poder e fidelidade das profecias bíblicas entre todos os homens para toda a eternidade. Amém

Por Nelsomar Correa em 01 de abril de 2011

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