As pragas do Egito e os flagelos de Apocalipse

    É bastante comum os estudiosos bíblicos relacionarem fatos e personagens citados no Antigo Testamento com fatos e personagens cuja existência futura foi relatada por Jesus ao apóstolo João, cujos relatos transcreveu no Livro de Apocalipse.

      O tempo do fim descrito neste principal livro escatológico dos cristãos, é repleto de fatos que por séculos ficaram na obscuridade, por terem sido informados sob a forma de alegorias e devido a tantas figuras alegóricas, também dois personagens que foram perfeitamente descritos como homens, equivocadamente, são também tratados alegoricamente por vários intérpretes bíblicos: as duas testemunhas de Apocalipse 11, cujo testemunho revelará a verdadeira identidade da tão temida besta, que é o anticristo que governará boa parte dos moradores da terra.

       Muitos esforços têm sido empreendidos no sentido de desvendar as identidades destes dois profetas, porém pouco se tem estudado quanto ao sentido da missão (ou ministério) que lhes foi atribuído, mas ao contrário, utilizam-se dos dons que lhes foram entregues para atribuir-lhes uma identidade pregressa, sendo Moisés e Elias os mais cotados, devido ao dom de destabilizar os elementos naturais como terra, água e fogo, causando flagelos em qualquer parte da terra como fez Moisés no Egito e ao serem arrebatados ao céu como foi o profeta Elias.

        Neste estudo vamos nos focar no sentido e motivos dos flagelos que lhes foram entregues para usarem quantas vezes quiserem (Apocalipse 11:6). As dez pragas ordenadas por Deus para que Moisés as comunicasse ao Faraó para que esse deixasse os hebreus O adorar no deserto teve primeiramente o objetivo de anunciar ao soberano egípcio e ao seu povo que os escravos adoravam ao Único e Verdadeiro Deus Criador e, com o decorrer das pragas que Moisés comunicava ao rei, os objetivos cresciam, seja o fortalecimento da fé dos hebreus, seja a constatação pelos egípcios de que seus inúmeros deuses eram falsos, pois em cada praga Jeová desafiava frontalmente uma ou mais de suas inúmeras divindades, até que a décima praga fizesse desabar o conceito de que o soberano egípcio era também um deus, ao determinar a morte dos primogênitos desta nação, inclusive o seu próprio sucessor, e assim, o que inicialmente era um pedido dos judeus para adorar o Seu Deus, acabou como uma lei que libertou os israelitas. (ver o vídeo do link: Evidências – O Egito antigo)

        Nos dias de hoje o Deus de Israel é conhecido em toda a terra, embora muitos ainda não O adore; o próprio Egito, como nação islâmica confessa o Deus de Abraão, Isaque e Jacó e com recursos egípcios, por meio do faraó Ptolomeu II (285-246 AC), foi realizada a primeira tradução organizada para o grego, do pentateuco, afim de compor a biblioteca de Alexandria. O sumo-sacerdote judeu Eleazário contratou 72 rabinos (seis de cada tribo de Israel), que foram para a ilha de Faro, no Egito e em 72 dias, concluíram a tradução.

      Não existem motivos para Deus se fazer conhecido entre as nações da terra, pois nossos antepassados, sendo usados por Ele, já o fez. Impérios maiores que o Egito se sucederam na hegemonia política, econômica e militar da terra e atualmente dizemos que vivemos numa “aldeia global”, na qual os interesses econômicos e políticos estão fortemente entrelaçados, contudo, filosofias e seitas pagãs ainda afrontam a plenitude de poder do Único e Verdadeiro Deus, desviando milhões de almas do Santo Caminho, e assim sendo, a ação de Deus para os dias atuais, quando vivenciamos o início da conclusão de Seu plano para a humanidade, terá amplitude global e consequências definitivas, pois não haverão mais nações a conquistar.

   No capítulo 3 de Zacarias, dentre outros profetas, foi relatada a vinda de Cristo e Sua missão redentora sobre a humanidade e no capítulo seguinte é profetizada a missão das duas testemunhas, que estão à direita e à esquerda de Cristo (Vs 3). 

       O holocausto de Cristo deu início ao que chamamos de tempo da graça, com o derramamento do Espírito Santo sobre os povos e a este é foi dado o encargo de convencer os homens da Verdade existente na pessoa de Jesus. É dito que azeite dourado fluirão das testemunhas (vs 12) e logo após, no versículo 14, aquilo que era uma visão alegórica, passa a tomar a forma definitiva: O vaso cheio de azeite, que simboliza Jesus, a pedra angular, torna-se o Senhor da Terra e as duas oliveiras, os dois vasos que Ele usará no tempo final de Sua missão, ou seja, ao profeta Zacarias foi dada, num único capítulo, a visão de dois mil anos de história, que viria a se iniciar cerca de quinhentos depois.

                                                 

         Em nossa postagem A besta capitalista que surge da terra, descrevemos detalhadamente o cenário do mundo atual, no que concerne a visão do Livro de Apocalipse e outros livros bíblicos escatológicos. Com efeito podemos perceber os inúmeros ganhos havidos pela humanidade com o estabelecimento do tempo da graça, tais como os benefícios advindos com o progresso da ciência, que nos proporcionou maior conforto e comodidade, a humanização do trato com as pessoas, com a criação de hospitais, escolas, creches, asilos, aposentadoria, etc., porém esta mesma ciência que trouxe tantos benefícios também trouxe um aumento significativo na insegurança, seja pessoal ou coletiva, devido ao desenvolvimento de armas de grande poder ofensivo e destrutivo, a criação de diversos tipos de máquinas e equipamentos utilizados nos lares, nas indústrias, comércio e autarquias, que requerem combustíveis e formas de energia que exaurem os recursos naturais da terra, que Deus deu ao homem como morada.

    A posse ou a influência política sobre os territórios produtores destes combustíveis e energias é atualmente a causa dos maiores conflitos militares, e desta forma, a conquista da hegemonia em tecnologia bélica é hoje algo imprescindível para as maiores potências econômicas e militares, que não raramente, dão demonstrações de seu poderio.

       Deus deu-nos a graça e com ela construímos a nossa desgraça, mas certamente não era este o propósito de Deus e Jesus, o Senhor da terra, muito embora pudessem antever que isso ocorreria, pois sabem que o coração do homem é mau (Gênesis 6:5, Gênesis 8:21, Provérbios 6:14, Jeremias 17:9, Isaías 59:7, Mateus 15:19, Romanos 3:10-23, Romanos 7:18, Romanos 8:7-8, etc.). 

        Não há qualquer esperança para uma humanidade sem Deus e por isso Este providenciou Jesus, o Senhor da terra e as duas testemunhas, que darão testemunho de que seus desígnios são justos e verdadeiros – Deus dotou a Jesus, seu filho unigênito, o Renovo, a Pedra Angular e Senhor da terra de todo o poder nos céus e na terra e Este dotou as duas testemunhas de uma fração deste poder, para que, com azeite derramado sobre a consciência dos homens pudessem estabelecer uma sociedade justa e fraterna, se lhes dessem ouvidos, se se entregassem alegre e espontaneamente à única verdade, que se encontra em Cristo, porém as nações, movidas pela maldade de seus povos se voltarão contra estes e contra Cristo, que prontamente responderão à altura, não com armas físicas, mas espirituais, cujo poder é muito superior a todos os exércitos das nações.

       Se o Egito, que não havia ouvido falar do Deus de Israel e por sua idolatria e maldade foi castigado com dez pragas, o mesmo não se pode dizer das nações que hoje existem, pois o conhecimento se multiplicou e através dos meios de comunicação, Seu nome chegou a todos os povos e era de se esperar que estes o recebessem com alegria, porém o mal ainda prevalece, pois a maior parte da população se estriba nos frutos da carne e não nasceu da Água e do Espírito de Deus e cegada pela intenção má de seus corações, chafurda-se em sua arrogância, prepotência, egoísmo e sede de riqueza, causando a injustiça, pobreza, fome, guerra, destruição da natureza e vários outros males.

     O planeta não pertence a uma nação ou grupo de nações, por mais ricas e poderosas que possam ser, mas a terra e tudo que nela há pertence a Deus e por isso Ele não permitirá que o mau cresça infinitamente, mas o aplacará seja pelo amor ensinado por Cristo e pela Sua Igreja, seja pela dor, por meio de flagelos, tal como ocorreu no antigo Egito.

          Por Nelsomar Correa em 16 de janeiro de 2016.

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