Cristianismo e judaísmo – perspectivas imediatas (parte II)

          ATENÇÃO: Esta é uma série de estudos, por isso sugerimos que a leiam sequencialmente para que possam acompanhar o desenvolvimento do raciocínio que pretendemos levar aos nossos leitores. Você encontrará os links desta série ao final deste texto. Obrigado

       No primeiro texto desta série de estudos falamos da origem do povo hebreu e da ação divina no sentido de levar a todos os povos a fé no Único e Suficiente Deus e a forma como tem usado os judeus nesta tarefa, em cumprimento à aliança que fez com os seus antepassados.

    Neste capítulo procuraremos compreender os motivos pelos quais Deus zela para que Sua Aliança não seja maculada, nunca deixando o povo que escolheu sem o amparo dos profetas e sacerdotes, através dos quais fala e ministra ao mesmo, contudo, quando este povo se desvia da aliança, retira esta proteção, para que aprendam mais sobre Ele.

    Embora Adão tivesse sido expulso do paraíso, Deus nunca deixou de ajudá-lo em sua nova jornada terrestre, porém o contato entre ambos não mais seria frente a frente, Adão deveria fazer holocaustos para que suas petições chegassem até Seus ouvidos. Estes sacrifícios também serviam como remissão de pecados.

      A vivência dos judeus mediante as alianças feitas por Deus com os patriarcas Noé, Abraão, Isaque, Jacó, José, Moisés legou aos cristãos e muçulmanos, ricos conhecimentos seculares além da forma singular de manifestação da fé no Deus Invisível, que ministra em nós o seu espírito, de modo a podermos interagir com este Reino Divino.

                                                      

     Certamente alguns irmãos cristãos, judeus e muçulmanos devem se perguntar do motivo de estarmos falando nesta série sobre os povos islâmicos, se o título da matéria é sobre cristianismo e judaísmo. A resposta é que temos bem claro em nosso entendimento que Deus cumpre fielmente Suas promessas, contudo Ele próprio é o Senhor das mesmas e somente a Ele cabe decidir onde e quando cumpri-las, desta forma temos primeiramente a promessa da aliança eterna com os judeus, que se iniciou em Adão; em seguida há a promessa de que da descendência de Eva surgiria Aquele que pisaria a cabeça da serpente (satanás) e por fim, ainda no livro de Gênesis, temos a promessa feita a Agar, a serva da casa de Abraão, que lhe deu seu filho Ismael, de que de sua descendência surgiria uma grande nação, porém Deus ainda diz que esta descendência habitaria próximo aos judeus e estariam em constante contenda com estes.

      Sabiamente Deus cumpriu a promessa de levantar o Renovo que pisaria a cabeça da serpente antes de cumprir a promessa de levantar uma grande nação da descendência de Agar e certamente o motivo para isso é para que os seguidores do Renovo viessem a mediar as contendas entre judeus e muçulmanos, que se iniciaram na infância de Ismael e Isaque. O Renovo, tantas vezes profetizado no Velho Testamento escrito por judeus, também é da descendência dos patriarcas, apesar de já ter existido antes de nascer e ter voltado a existir após sua morte, assim como também foram judeus os seus apóstolos e discípulos, diferentemente do que ocorreu aos muçulmanos.

                                                       

         Os cristãos que não faziam parte da descendência de Adão, mas que foram ministrados pelos judeus apóstolos e discípulos de Jesus, são o povo guardião da Nova Aliança e estão por isso justificados como mediadores entre estes povos que vivem em constante contenda, embora tenham um pai comum chamado Abraão.

    Os cristãos gentios foram feitos dignos de serem chamados filhos de Deus devido ao renascimento decorrente do batismo feito na água e no espírito e assim devem apresentar em si os frutos do espírito (Gálatas 5) e revestidos destes frutos espirituais, não podem contender com a Soberana vontade de Deus, no que se refere às promessas feitas aos judeus e muçulmanos.

  Atualmente, com a ocasião da migração massiva que os muçulmanos refugiados das guerras da Síria, Iraque, Afeganistão e Paquistão estão fazendo em direção às nações cristãs, temos visto que está ocorrendo não apenas um choque cultural, mas também religioso e social, onde não raramente a falta de conhecimento recíproco tem levado à discriminação e violência física e oral, provenientes de ambas as partes. Pouco adianta cristãos empunharem uma cruz e tentarem impor-lhes o cristianismo, pois não é com força ou violência, mas pelo Espírito Santo, que vem a conversão. É uma enorme insensatez ridicularizar as roupas das mulheres muçulmanas, pois estas, na maioria das vezes se vestem mais decorosamente daquelas ditas cristãs.

    Como os cristãos podem então mediar a convivência entre judeus e muçulmanos, se eles próprios não conhecem a cultura e religião destes dois povos que também são herdeiros de promessas vindas de Deus?

   Os judeus sábios certamente já entenderam que a promessa do messias se cumprirá tendo por base o que está escrito no Novo Testamento, que alicerça a fé cristã. Ele é o Renovo que trará a paz necessária à Sião juntamente com seus vizinhos islâmicos, com os cristãos e todos os povos da terra, por que por meio Dele Israel será coroado dentre todas as nações da terra. Judeus sábios e sensatos não têm dificuldade para entender e aceitar esta realidade. 

    No passado, quando Moisés conduziu os judeus do cativeiro no Egito e estando já próximo de entrar na terra prometida, que se encontrava ocupada por diversas nações, Deus lhes fez severas advertências, dizendo que não era por causa da justiça deste povo, mas pela impiedade daquelas nações e para cumprir as promessas que havia feito a Abraão, Isaque e Jacó, pois diante de grandes sinais mostrados por Jeová, os judeus ainda lhe provocaram ira no deserto, adorando falsos deuses, e cedo demonstrando ser um povo obstinado e de dura cerviz (Deuteronômio 9).

    Porventura não seria por isso que Deus enviou o Renovo para levar Sua aliança a outros povos? Hoje as atitudes de Israel estarão sendo testemunhadas por diversas nações que estão debaixo desta aliança e de igual modo a conquista da Nova Jerusalém será precedida de grandes sinais demonstrados por Deus através de Suas duas testemunhas (As duas testemunhas).

     Emblematicamente Israel ocupa territorialmente parte da terra que Deus lhe prometera, parte da cidade de Jerusalém e parte do Santo monte Sião, ou seja, existe uma sensação de que a promessa não está completamente cumprida e de fato não está. A plenitude da promessa ocorrerá somente com a aceitação por parte dos judeus, do Renovo que inaugurou a Nova Aliança, do Renovo, que pela cegueira de seus sacerdotes, foi crucificado numa cruz, o Renovo, que se fez o cordeiro que tira o pecado do mundo (João 1:29), o Renovo que voltará e reinará sobre toda a terra, a partir de Sião.

    Jesus é a única pessoa que cumpre todos os requisitos do Messias profetizado:

    Linhagem: descendente de Abraão, Isaque e Jacó (Gênesis 12:3, 28:12-13, Mateus 1:1-2), da tribo de Judá (Gênesis 49:10), da       descendência de Davi (2 Samuel 7:4-17, Isaías 11:1-2).

    Nascimento: nascimento virginal (Isaías 7:14, Mateus 1:20-23), nasceu como homem (Isaías 9:6), de Belém (Miqueias 5:2, Mateus 2:1), em um tempo profetizado (Daniel 9:24-26, Gálatas 4:4).

    Natureza singular: é divino (Isaías 7:14, 9:6, Jeremias 23:5-6, Hebreus 1:8), é humano (Isaías 9:6, 49:1, 49:5), é justo (Isaías 11:4-5) e sem pecado (Isaías 53:10, Jeremias 23:5-6, 1 Pedro 2:22), é santo (Isaías 48:17).                                                        

    Sua morte: traído por um amigo (Salmo 41:9, Mateus 26:21-23), por sua morte fomos curados (Isaías 53:4-6, Daniel 9:26, Hebreus 10:12-14, 1 Pedro 2:24), ossos intactos (Êxodo 12:46, Salmos 34:20, João 19:33), o corpo traspassado (Salmos 22:16, João 19:34).

                                                     

                 

   A ressurreição: sepultado no túmulo de um rico (Isaías 53:9, Mateus 27:57-60), o seu corpo não deterioria (Salmos 16:10), seria liberto do túmulo (Salmos 49:15, Mateus 28:6).

                                                       

     Sua volta: (Mateus 24:29-30, Apocalipse 1:7),

                                                       

     Fendido o Monte das Oliveiras: (Zacarias 14:4), terá a marca da crucificação (Zacarias 12:10, 13:6. Apocalipse 1:7).

  Protegerá de Israel (Zacarias 12:8) e derrotará a besta (Apocalipse 19:11-21) e,

                                                  

   Reinará para sempre (Salmos 2:6-8, Zacarias 14:9, Hebreus 1:8).

    Devemos refletir com sensatez e sinceridade quando debatemos este tema tão caro para estas três grandes religiões. No que se refere a Israel, temos de concluir que foram nações cristãs que aprovaram a criação do estado judeu, foram nações cristãs que forneceram armas para que os judeus ocupassem militarmente o território, foram nações cristãs que forneceram as armas com as quais Israel tem vencido diversas guerras, desde sua criação recentemente, são nações e pessoas cristãs que contribuem financeiramente com Israel. Será que Israel seria o que é sem a existência dos cristãos, que movidos pelo Espírito Santo, são chamados a colaborar com Israel, seja financeiramente, seja com orações?

   Como cristãos sabemos que em Israel se cumprirão todas as promessas de bençãos para todas as demais nações (Gênesis 12:3, Gênesis 22:18.

      Que o Santo Espírito do Senhor venha a inspirar todos aqueles que vierem a tomar decisões sobre estes temas neste tempo que se finda.

       Por Nelsomar Correa, em 27 de janeiro de 2016.


        Enriqueça sua leitura acessando estes texto desta série:


   Cristianismo e Judaísmo – perspectivas imediatas    

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