O Criador (Parte VI)

          ATENÇÃO: Esta é uma série de estudos, por isso sugerimos que leiam esta série sequencialmente para que acompanhem o desenvolvimento do raciocínio que pretendemos levar aos nossos leitores. Você encontrará os links desta série ao final deste texto. Obrigado


                Temos visto nos estudos anteriores desta série, que existe uma sequência de acontecimentos relatados no primeiro capítulo de Gênesis que nos apresentam uma fascinante certeza da grandeza insondável do único Deus Criador, certeza esta que, mesmo deixando de lado nossa fé cristã e estudando minuciosamente as descobertas científicas disponíveis sobre o nosso planeta, o cosmo e os astros, ainda que não mais quiséssemos abraçá-la, isto se tornaria impossível, pois assim entraríamos no rol dos insensatos, haja visto que esta ciência humana, cujo progresso foi desejado e permitido por Deus e informado por meio de seus servos profetas, atualmente, tão somente confirma as Sagradas Escrituras, honrando assim esta fé, que por séculos herdamos de nossos pais.

        Seguindo nesta sequência, na parte VI deste estudo adentraremos no assunto mais polêmico da criação: a criação do homem e toda a imensa celeuma que este tema suscita. Assim segue que já havido Deus organizado todo o sistema solar e o planeta terra em particular interesse como nosso lar, de modo que nele pudesse criar vidas vegetais e almas viventes, conforme vimos nos estudos anteriores, toda esta sequência é hoje comprovada por sofisticados aparelhos e técnicas científicas e assim sendo, tanto a Bíblia como a ciência nos informa que a vida surgiu em nosso planeta inicialmente nas águas, pois esta tomava totalmente sua superfície, não havendo porções de terra emersas, sendo estas águas inicialmente muito tóxicas devido aos gases que eram expelidos dos vulcões submersos, impossibilitando assim formas sofisticadas de vida.

                  Com o passar dos séculos a ação dos vulcões submersos e a movimentação das placas tectônicas ocasionaram a emersão de partes de terras, as quais deram origem aos continentes e assim formas de vidas marinhas migraram para as partes emersas e outras se originaram na própria superfície sólida. Meditemos nestas palavras: a ciência nos diz que as formas de vida surgiram nas águas e a Bíblia nos diz em Gênesis 1:20: “Produzam as águas abundantemente répteis de alma vivente”, ora, Deus não cria diretamente os animais marinhos, mas dá ordem para que as águas os criem, qual é então a contradição entre as Escrituras e as descobertas científicas? Posteriormente a Bíblia nos diz em Gênesis 1:24: “Produza a terra seres viventes conforme a sua espécie” e novamente também temos de concordar que Deus não cria diretamente os animais que habitam as partes emersas do planeta, contudo ordena que esta o faça, não havendo também aqui contradições entre a Bíblia e a ciência.

              Conforme havíamos dito anteriormente nesta série de estudos, não podemos condicionar Deus ao nosso sistema de contagem do tempo, pois as Escrituras nos informa que para Ele um dia pode ser um ano, um século ou um milênio ou mais, desta forma é sensato então compreendermos que os sete dias da criação são, na verdade, sete etapas, cujos tempos exatos conforme nosso entendimento de tempo, nem a Bíblia nem a ciência nos informa.

                     Assim nos diz o texto Bíblico, seguindo na sequência de nossos estudos: “E disse Deus: Produza a terra alma vivente conforme a sua espécie, gados, répteis, e bestas-feras da terra conforme a sua espécie. E assim foi. E fez Deus as bestas-feras da terra conforme a sua sua espécie, o gado conforme a sua espécie, e todo réptil da terra conforme a sua espécie. E viu Deus que era bom. E disse Deus: Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança; e domine sobre os peixes do mar, e sobre as aves dos céus, e sobre o gado, e sobre toda a terra, e sobre todo o réptil que se move sobre a terra. E criou Deus o homem à sua imagem; à imagem de Deus o criou; macho e fêmea os criou. E Deus os abençoou e Deus lhes disse: Frutificai, e multiplicai-vos, e enchei a terra, e sujeitai-a, e dominai sobre os peixes do mar, e sobre as as aves dos céus, e sobre todos o animal que se move sobre a terra. E disse Deus: Eis que vos tenho dado toda a erva que dá semente e que está sobre a face de toda a terra e toda árvore em que há fruto de árvore que dá semente; ser-vos-ão por mantimento. E a todo animal da terra, a a toda ave dos céus, e a todo réptil da terra, em que há alma vivente, e toda erva verde lhes será por mantimento. E assim foi.”

                      A ciência nos informa que o planeta terra sofreu uma espécie de “lapso temporal” em sua história geológica, cujo evento é descrito pelo nome Evento K-T, decorrente do impacto de um grande corpo celeste sobre sua superfície, ocorrido na Península de Yucatán, no México, conforme relatamos nesta série de estudos na página O Criador (Parte III). Como consequência deste evento, a terra mudou de era geológica e cerca de setenta e cinco por cento de toda forma de vida extinguiu-se, inclusive os gigantescos dinossauros. Conforme os textos bíblicos e também conforme nos informa a ciência, o gênero humano não conviveu com os dinossauros, portanto as espécies relatadas no texto bíblico acima são semelhantes às que hoje conhecemos.

                    Conforme o estudo que está no link acima, este mesmo evento é mencionado na Bíblia, nos livros de Ezequiel 28:13-17, Isaías, 14:12-14 e Apocalipse 12:7-9 e segundo renomados estudiosos bíblicos, trata-se do episódio da expulsão de Satanás do paraíso em direção à terra, em meio à pedras afogueadas; portanto existe uma sequência de fatos que nos informam que Satanás já estava sobre toda a superfície da terra quando Deus fez o homem para dela cuidar. Diferentemente de toda a criação de Deus sobre a terra, seja ela vegetal ou animal, que surgiram mediante uma ordem divina para as águas e a terra produzissem vida animal e vegetal, quanto ao homem, Ele utiliza um processo direto: Ele cria o homem com suas próprias mãos e com seu próprio sopro em seu nariz, este recebe vida! A Bíblia nos informa quantos anos viveu o primeiro homem, a quem Deus chamou de Adão, ela nos informa também as genealogias ocorridas de Adão até Noé, de Noé até Abraão, de Abraão até Moisés, de Moisés até Davi e de Davi até Jesus, que nasceu há 2014 anos atrás aproximadamente; portanto estas informações nos permite ter uma data bastante aproximada de quando Deus criou o gênero humano.

                       Exatamente neste ponto surge todas as celeumas no tocante à criação e da morfologia do homem, seja nas diferentes interpretações bíblicas, seja no contraste existente entre a visão científica e a visão bíblica. Primeiramente precisamos clarificar as divergências existentes entre a visão bíblica e a científica, para então partirmos para as discussões internas existentes entre as diferentes interpretações bíblicas, não apenas quanto à criação de Adão, mas como de todo o gênero humano.

                          Desde que Charles Darwin publicou sua obra “A teoria da evolução natural, criou-se no meio científico um grande interesse pelo conhecimento da origem humana e sua evolução, ramo da ciência chamado “Antropogênese”. Segundo os dados científicos baseados em esqueletos pré-históricos, a antropogênese defende a ideia de que o gênero humano e os chimpanzés descendem de um ancestral comum, que viveu há cerca de 5 a 7 milhões de anos atrás, sendo que os ancestrais humanos derivaram de uma ramificação diferente, a qual deu origem ao filo Homo. Nesta classificação homo, existiram outras espécies que se extinguiram como o Homo Erectus da Ásia,  o Homo Neanderthalensis da Europa e o Homo Sapiens Arcaico, que viveu entre 400.000 e 250.000 anos atrás. Todos estes estudos e todas as descobertas de fósseis pré-históricos que levaram os cientistas a elaborarem esta teoria, esbarram, todavia, no que nos informa a Bíblia sobre a origem humana, pois conforme dissemos anteriormente, embora a Bíblia não contraste as informações científicas quanto à criação de todos os animais e plantas, quanto ao homem, contudo, esta é bastante clara em afirmar que o mesmo não se originou de um processo evolutivo natural, que segundo as Escrituras, se trata de uma ordem emanada de Deus, mas sim que o mesmo tenha sido feito diretamente pelas Suas mãos.


                  Além desta divergência fundamental para que saibamos definitivamente nossa origem, a Bíblia também contrasta com a ciência no que se refere à data do surgimento do homem (Adão): A ciência informa que o Homo Sapiens, mais conhecido como humano ou simplesmente gente tenha surgido há cerca de 200.000 anos como uma evolução do Homo Sapiens Arcaico e que adquiriu as características do homem moderno há cerca de 50.000 anos, enquanto a Bíblia, pela genealogia de Adão até Jesus Cristo, onde nos informa uma data aproximada de seis mil e quarenta anos. (Leia mais em Genealogia de Adão até Jesus). (clique na imagem para ampliá-la)


                     Embora tenhamos uma data muito aproximada da existência de Adão, ainda assim não temos elementos suficientes para concluirmos se sua idade começou a ser contada após a sua queda ou após sua criação, uma vez que não haviam motivos para se contar sua idade, haja visto que inicialmente fora criado para ser um ser eterno e além do mais não havia sido criada a escrita e tampouco o calendário. O surgimento da escrita divide a história humana da pré-história, a qual se inicia com o surgimento do homem. Estudiosos bíblicos tentaram solucionar este imbróglio dividindo a vida de Adão entre o período de inconsciência e o período de consciência, tendo por inconsciência quando este vivia em estado de pureza e não tinha consciência de seu corpo e não percebia sua nudez e ao período de consciência quando é informado que o mesmo, tendo comido da árvore do conhecimento do bem e do mal, passa a ter então consciência do puro e do impuro e percebe sua nudez. Ora, se Deus não conta o tempo como nós o fazemos e sendo Adão o primeiro homem, que até então não tinha qualquer conhecimento de escrita ou matemática, a informação de quanto tempo tenha durado o estado de inconsciência de Adão continuará a ser um grande mistério, mas isso não configura um obstáculo ao nosso propósito de identificar com bases bíblicas, a origem humana.

                        Uma outra questão que entra em debate neste tema é a existência de diferentes etnias humanas, todas elas feitas à imagem e semelhança de Deus. Vamos inicialmente identificar um aspecto importante deste texto bíblico, onde Deus, diferentemente de quando ordenou a existência de toda vida sobre a terra, quanto ao homem todavia disse: “Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança”. Deus aqui fala no plural “façamos”, portanto alguém o acompanha nesta tarefa e este alguém é Seu Verbo Criador: Jesus! Mas ainda que saibamos que morfologicamente Jesus tenha sido um homem igual a qualquer outro, vamos compreender melhor o que significa, de fato, imagem e semelhança. Geneticamente tratamos por imagem a composição física de um ser, ou seja, a disposição física da cabeça, tronco e membros, a quantidade de dedos, a localização dos órgãos sensoriais como olhos, ouvidos, boca, nariz, pele, cabelos e a forma e disposição dos órgãos internos e tratamos por semelhança as variedades de textura e cor nestes órgãos que têm uma mesma distribuição física do ponto de vista da imagem. É nas semelhanças que ocorrem algumas variedades das espécies humanas como: cor dos olhos, da pele, dos cabelos, textura dos cabelos, etc. Não há motivos para contestar os argumentos científicos para a existência das diferentes etnias, que se baseia em mutações genéticas, pois sabemos que o mesmo ocorrem com as plantas, a ciência consegue melhorar geneticamente os bovinos para que produzam mais carne e leite, consegue melhorar geneticamente as plantas para que resistam às pragas, logo, devido às suas migrações pelos diversos biomas do planeta não é difícil imaginar que a genética humana possa também ter sofrido mutações, com o intuito de se adequar à climas e radiações solares diferentes.

                               Evidentemente como cristãos temos de crer que toda e existência, incluindo os humanos foi feita direta ou indiretamente por Deus, mas será que todos os humanos foram de fato feitos diretamente por Ele? Este é outro aspecto da existência humana que tem causado calorosos debates, pois tende a classificar alguns povos ou etnias como inferiores, caso não se tenha a devida compreensão dos fatos. Em diversas passagens bíblicas alguns povos são citados como “filhos do homem” e outros como “filhos de Deus”. O estudo deste tema escrito pelo Dr. Peter S. Ruckman (link: Os filhos de Deus) traz muitos esclarecimentos sobre este assunto, contudo ao finalizá-lo, ainda encontramos alguns pontos com os quais não concordamos. Nosso desejo é alcançar um ponto de encontro onde os argumentos científicos possam ser compreendidos mediante argumentos bíblicos e para isso o Dr. Ruckman presta, em parte, grande contribuição.

                    O ponto em que não cremos ser correto e que também não permite uma composição com os argumentos bíblicos e científicos é a sua interpretação sobre quem sejam os “filhos de Deus”, quando versa sobre o versículo de Gênesis 6:4, que diz: “Os filhos de Deus entraram às filhas dos homens e delas geraram filhos”. Na visão de Ruckman estes filhos de Deus são anjos caídos que geraram inúmeras pessoas sobre a terra e que voltarão para reproduzirem-se e povoar novos planetas como uma raça que nega a Deus, sendo contudo frustrados neste intento. Como temos dito em nossas postagens neste blog e em nosso outro blog http://propostafinal-amaodedeus.blogspot.com/, a muita letra mata a palavra de Deus e os estudiosos, assim como todo homem, também sofrem influências do meio e da época em que vivem, talvez seja este o problema aqui. Temos de ter muito cuidado ao expressarmos nossas opiniões particulares, pois involuntariamente somos tendenciosos; a Igreja deveria sempre ser guiada e ministrada pelo espírito santo, por meio dos profetas de Deus, pois assim não haveriam espaços para conjecturas particulares e as dúvidas seriam sanadas mediante a verdade vinda diretamente de Deus.

                      Após a queda de Adão a Bíblia não relata que tenha havido uma geração totalmente pura e boa, não relata que tenha havido uma linhagem de homens ou mulheres puros e bons, também nos parece contraditório imaginar que os anjos caídos possam, nesta condição, serem chamados de filhos de Deus, ademais, Lúcifer e seus exércitos já haviam sido feitos pó sobre a terra (Ezequiel 28:16-18), e como cinzas, suas ações não podem ser mais que espirituais. logo, poderia então uma ação espiritual demoníaca gerar filhos? Podemos sim admitir isso da parte de Deus como ocorrera a Maria, mas da parte de demônios, isso certamente não encontraria respaldo nas Escrituras. Mas quanto aos anjos celestiais aí sim, podemos encontrar diversas passagens nas quais os mesmos se apresentam como simples homens, interagindo fisicamente (Gênesis 19:1, Gênesis 32:1, Salmos 78:49, Salmos 91:11, Marcos 1:13, Mateus 13:49, etc).

                       Acredito que até aqui desvendamos um pouco mais sobre a existência e a morfologia humana, mas certamente existem ainda muitas perguntas que a ciência, que atualmente conseguiu o mapear o código genético de diversos animais, plantas e até de humanos, não pode responder satisfatoriamente, como é o caso da precisão com que se movem os astros, permitindo-nos programarmos nossa vida coletiva, nossas datas, as plantações, com uma precisão tão grande, uma vez que não passamos de um grão de areia no deserto quando comparados com a grandeza do universo, Como podem povos indígenas que se fixaram em diferentes continentes isolados e distantes como a Austrália, as Américas e outras ilhas marítimas, os quais, muito antes do contato com esta ciência, manifestavam em seus rituais a devoção a um ser supremo, do qual se sentem filhos, a pedirem favores por meio de seus holocaustos? Sempre existiu portanto, mais que todos os animais e plantas (pois a Bíblia diz que também louvam a Deus), uma insistente ligação de devoção de todos os povos com um ser superior, independentemente das religiões, este é um instinto natural, que a ciência não pode negar. O que a ciência admite como teoria não pode ser aceita como uma verdade inconteste; ela diz que outras variedades do filo homo como o Neanderthalensis, o Erectus e o Sapiens arcaico se extinguiram, mas não aponta os motivos pelos quais “seus primos” chimpanzés, muito menos inteligentes e adaptados às hostis condições de sobrevivência dos tempos pré-históricos ainda se encontram entre nós com a mesma forma genética daqueles tempos; a ciência não consegue explicar porque dentre tantas espécies animais apenas o homem foi capaz de desenvolver um código de comunicação que lhe permite absorver e armazenar conhecimentos e de usá-los em seu benefício. Existe, portanto, na teoria da evolução humana, a quebra de um elo, que a ciência não consegue juntar. Portanto entre aceitar os argumentos científicos e os bíblicos, eu não tenho dúvida em escolher Deus!         

          Após a conjunção carnal entre os filhos de Deus e as filhas dos homens, surgiu sobre a terra uma etnia de gigantes, povos poderosos que pela força passaram a subjugar outros povos e pela força que tinham multiplicou-se a maldade humana. Deus então se arrepende de ter criado o homem e os animais e em Seu coração pretende destruí-los, contudo em vez disso decide castigá-los. Mas tendo Deus inúmeras vezes castigado a humanidade sem um resultado efetivo, resolve então traçar um plano de redenção para a mesma e o princípio e o fim deste plano conhecemos pelo nome de JESUS, o alfa e o ômega.

               E foi tarde e manhã, o sexto dia.

             

               Por Nelsomar Correa em 26 de setembro de 2014

                Enriqueça sua leitura lendo também estas páginas:

                O Criador (Parte I)

                        O Criador (Parte II)

                        O Criador (Parte III)

                        O Criador (Parte IV)

                        O Criador (Parte V)

                        O Criador (parte VI)

                O Criador (parte VII) 

                        O Criador (parte VIII)

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