Perdoar

    O perdão é uma das mais difíceis decisões que nos é requerida para que a comunhão com o próximo seja restabelecida. Somos seres destinados a viver em sociedade, por que é a forma pela qual podemos ter uma rede de proteção que nos auxilia em momentos difíceis, como na doença, nas dores sentimentais por perdas de pessoas queridas, dificuldades financeiras, etc.

     Quando há harmonia nos relacionamentos sociais, sejam eles na família, no matrimônio, no trabalho, na igreja, com os vizinhos, inevitavelmente nos tornamos mais felizes e ser feliz é uma meta que certamente todas as pessoas buscam alcançar.

      Nos meios sociais, contudo, existem pessoas com diferentes níveis culturais, emocionais, econômicos, espirituais e fraternais, o que faz com que as pessoas se acheguem àquelas com as quais possam ter mais coisas em comum, que são as afinidades (que deriva do temo afim). Pessoas que buscam objetivos parecidos, que almejam um patamar de realizações que venham a expressar a capacidade de por em prática seus talentos, através dos quais venham a sentirem-se plenos e felizes.

      Muito embora nos acheguemos a pessoas com as quais viemos a ter afinidades, a vida em sociedade nos obriga também a nos relacionar com pessoas que são muito diferentes de nós, que foram desde o nascimento influenciadas pelas atitudes das pessoas das quais eram cercadas, e muitas vezes sequer tiveram a oportunidade de conhecer e conviver com outras pessoas que puderam alcançar um patamar cultural, espiritual e fraternal mais apropriado à dinâmica da vivência em uma sociedade heterogênea, pessoas com a sapiência de compreender o ser diferente.

    Normalmente estas pessoas que galgaram um nível de sabedoria do “viver social” apresentam um comportamento calmo e comedido, com uma capacidade vocabular bastante flexível, que as possibilita arrebatar a mente e o espírito de seus interlocutores, fazendo-os trilhar o caminho da lógica, razão e sentido, mediante argumentos inteligentes, práticos e verdadeiros.


    As Sagradas Escrituras estão repletas de bons conselhos para o bom viver social. Estes bons conselhos eram, na aliança mosaica, inseridos no saber social na forma de leis, mas na primeira vinda de Jesus, estes saberes foram inseridos na forma do exercício sincero da consciência, o qual só pode ser alcançado mediante o discernimento da origem dos fatos que nos cercam e das atitudes que tomamos diariamente, ou seja, para que tenhamos a capacidade de discernir se fatos e atitudes são de boa ou má fé, temos de estar em um estado de espírito e graça, que nos possibilite antever os desdobramentos destes fatos e atitudes.

    No capítulo 5 da carta do apóstolo Paulo aos Gálatas, a origem dos fatos e atitudes que nos cercam diariamente é colocada na forma de frutos do espírito e frutos da carne, ou seja, se forem boas as intenções, estas têm origem no espírito e se forem más têm origem na carne, e assim, para termos o bom discernimento do bem e do mal, devemos estar no espírito, que é o estado de graça a que me referi no parágrafo anterior, mas como alcançar este estado de espírito e graça que nos possibilita proteger-nos dos desgastes emocionais na dura lida diária a que estamos submetidos nesta curta vida terrena?


       A resposta a esta questão foi dada pelo sábio e sumo-sacerdote Samuel num período de grandes transformações de Israel, quando este deixa de ser apenas um conjunto de doze tribos para se tornar uma nação e é expressado no capítulo 15, versículo 22 do 1º Livro de Samuel, onde aconselhou aos judeus que Deus se agradava muito mais que obedecêssemos seus conselhos do que sofrer o sacrifício do conserto da desobediência. Como dissemos anteriormente a Bíblia está repleta de inúmeros conselhos para o bom viver social e para o nosso bem basta que os sigamos (o obedecer) para que não necessitemos de nos sacrificar com o pedido do perdão, que é algo tão difícil aos humanos, porém muito necessário à harmonia social.

     O grande problema que enfrentamos e que é a origem da nossa dificuldade de pedir perdão é o fato de acharmos que nossa experiência de vida é a correta, que nossos valores e visão dos fatos são os mais corretos e justos. De certa forma esta visão particular da vida, ainda que embasados em boas intenções e nos possibilitar seguir adiante na vivência terrena, deve ser equilibrada diante da visão coletiva e também diante da visão dos nossos interlocutores e a única forma de se chegar a um equilíbrio é a oitiva atenta e despretensiosa entre as partes em questão, pois cada pessoa tem uma vivência e experiência particular de vida, que pode ser muito rica de desafios e superações e se assim procedêssemos nossa sociedade seria bem mais justa e abençoada. A sociedade industrial nos força a agir quase que instantaneamente, e por instinto criamos gatilhos mentais, que em grande parte é a causa de desentendimentos. Seria então necessário um estilo de vida mais tranquilo e sóbrio para uma convivência social harmônica? Esta parece ser uma realidade e muitas vezes nos vemos na necessidade de sair da rotina e partir para um lugar paradisíaco para “descarregar as baterias”

    Pedir perdão, portanto, é o ato decorrente de quando deixamos de seguir os bons conselhos do viver social, Perdoar é o ato supremo daqueles que absorveram em seu intelecto e espírito todos estes conselhos. Pedir perdão é o sacrificar de nossas posições, de nossas visões da vida, de nosso orgulho e daquilo que em nosso maniqueísmo achamos que é o correto, por isso é que para algumas pessoas pedir perdão é um ato tão difícil, porque, por insegurança, se apegam às experiencias com as quais a dura lida terrena lhes marcou, tornando-se seres que embora intimamente reconheça seus erros não os expressa publicamente ou junto a seu interlocutor, pois a seu ver, isso exporia suas fragilidades e enganos. Um antigo ditado dos índios Cherokees diz que dentro de nós habitam dois lobos: o do amor e o do ódio, e prevalece aquele que é mais alimentado. Estará sempre dentro de nós a decisão a tomar, pois somos dotados do livre arbítrio.


     Diante da constatação de que muitas pessoas não conseguem pedir perdão, qual seria então a eficácia de se perdoar? Poderia a pessoa agredida em sua razão perdoar sem que seu agressor a tivesse pedido perdão? A melhor resposta para esta questão é que se dirija ao seu agressor e lhe convença de seu engano, mas se ele ainda assim não reconhecê-lo, que a pessoa agredida expresse publicamente seu perdão junto a conhecidos comuns.

     Infelizmente algumas pessoas, como dissemos no início desta matéria, possuem níveis espirituais e educacionais ou mesmo costumes familiares que não lhes permitem dar a razão a outrem, mesmo que em em seu interior o façam e isso faz com que permaneçam ligadas à pessoa agredida de forma negativa, causando desgastes emocionais a ambas partes. 

   O ciclo de errar, agredir, pedir perdão é então o mesmo de alimentar mais a carne do que o espírito nas relações humanas, que tem como consequência a necessidade de se pedir perdão. Perdoar significa estar se alimentando dos frutos do espírito e perdoar é uma exigência para que estas relações sejam harmônicas e produtivas e o bem prevaleça sempre. Quando os governantes se alimentam do fruto da carne, as nações pagam um alto preço, seja com corrupção seja com guerra e a correção é necessária, assim como o perdão, pois só o amor pode construir.

    Vivenciamos nos dias atuais um período de grande estupidez e falta de amor (Mateus 24:24), seja na vida doméstica, na vida urbana e entre os povos, onde a maldade é cruamente exposta e usada para intimidar e centenas de milhares de pessoas, inocentes são sacrificadas por líderes insanos que se apossam do poder.

          

    Está determinado que Deus estabelecerá um Reino de paz, justiça e fraternidade e que Jesus voltará e regerá os povos e estes seguirão seus ensinamentos, mas antes disso será preso o vil enganador da humanidade, aquele que incute o ódio, a vingança, o terror e toda maldade que conhecemos. Todos o homens são conhecedores do bem e do mal, porém muitos estão sendo seduzidos por diversas formas de propagação do mal, que hoje é multiplicado exponencialmente pela facilidade possibilitada pelos meios de comunicação, em especial a internet. Aqueles que se deixam dominar pelo vil enganador verão chegar sobre si o juízo e o castigo, mas Deus, em Sua infinita misericórdia, nos brindou com o perdão, mas o perdão deve ser acompanhado de um arrependimento verdadeiro.

     Neste site tratamos dos fatos que precedem a volta de Cristo, em especial à missão dada às duas testemunhas, que serão assassinadas por lideranças mundiais usadas pelo vil enganador e ávidas pelo poder e pelo engano. Infelizmente temos relatado que o engano e a falta da humildade necessária ao reconhecimento deste engano e ao arrependimento está presente também na Igreja, trazendo dificuldades à esta causa, contudo, diante da ausência do pedido de perdão por parte destas lideranças , a testemunha declara pública e unilateralmente o seu completo perdão, pois entende que isso se faz necessário à harmonia do corpo de Cristo na terra.

     Deus nos ilumine e nos cubra de paz, humildade, bondade e todos os frutos do espírito.


      Por Nelsomar Correa, em 05 de março de 2016.


      Enriqueça sua leitura acessando nossas páginas:


      As duas testemunhas

      Quem são as duas testemunhas?

      A morfologia das duas testemunhas 

      Testemunhas e profetas 

      A besta capitalista que surge da terra 

      Os cristãos e o chip mondex 

      A cidade profetizada 

      As pragas do Egito e os flagelos de Apocalipse

     

       

      

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