Você está pronto para viver a eternidade?

               A eternidade, que hoje muitas pessoas vêem como algo  surreal é o projeto original da criação humana, que pela desobediência, foi temporariamente suspenso para que melhor fosse compreendido pelo homem.

           A palavra eternidade traz em si uma idéia de tempo futuro infinito, porque estamos acostumados a pensar que temos de tomar posse de nosso espaço no mundo, de vermos o mundo a partir de nossa existência ou quase, um egocentrismo e isso por um lado é positivo, mas esta atitude não pode ser exercida sem a concepção da perenidade do próprio tempo.

           Para que possamos compreender o que é eternidade e o que é a perenidade do tempo, temos então que compreender o que é o tempo. Para nós humanos, moradores do planeta terra, convencionamos dividir o tempo em milênio, século, década, ano, mês, dia, hora, minuto, segundo e frações de segundo, mas toda esta concepção de tempo está associada aos movimentos de rotação e translação do planeta terra e só diz respeito ao nosso ponto de observação e afetação destes movimentos. Se porventura  viermos a morar na lua ou em outro planeta maior ou menor do que a terra, esta concepção de tempo seria alterada haja visto que estes movimentos possuem durações diferentes do que os da terra.

          Contamos então o nosso tempo pessoal conforme a quantidade de rotações da Terra, ou seja de dias que vivemos sobre o nosso belo planeta, assim, uma criança que completou hoje dez anos poderia dizer que tem 3.652 rotações, pois o ano tem 365 dias, que corresponde ao ciclo do movimento de translação, mas que a cada quatro anos deve ser acrescido de um dia, chamado ano bissexto, então hoje esta criança terá vivenciado dez translações mais duas rotações, simplificando, uma década.

       Acho que já nos situamos em nossa condição humana, agora conscientes de nossa limitação, podemos prosseguir para a idéia do que é a perenidade do tempo ou a eternidade. Temos agora que compreender que a eternidade não se resume no tempo infinito futuro, mas também no tempo infinito passado, quando a única existência era Deus, o Criador de todas as outras coisas existentes.

        A concepção original do homem feita pelo Criador era de que fosse eterno como Ele, mas a eternidade é feita de compromisso e este compromisso é a lealdade, a obediência. De seu ponto de observação eternal, que não está restrito pela nossa idéia de tempo, certamente Deus se comove com a pobre condição humana advinda da desobediência aos seus princípios que têm a plenitude da sabedoria da eternidade.

         A rotina humana de acordar ao alvorecer com o dever de buscar o sustento, num ambiente de convívio social competitivo no trabalho, na família, no trânsito, na vizinhança e em outros meios sociais, nos quais muitos não contêm suas vaidades e orgulhos e onde a humildade é confundida com a falta de esclarecimento e ao retornar para nossas casas depois de um dia de trabalho intelectual ou braçal, novamente deparamos com o trânsito caótico, pois o TEMPO é o mesmo para todos naquela cidade, dado ao fuso-horário consequente da rotação do planeta.  Em casa, lugar de descanso, as responsabilidades com os filhos nos faz dedicar-lhes atenção, instruindo-lhes no ingresso nesta realidade que criamos, pela desobediência ao CRIADOR.

          Estamos portanto limitados pelo tempo, tempo de nascer, tempo de crescer, tempo de aprender, tempo de trabalhar, tempo de casar, tempo de ter filhos, tempo de ensinar, tempo de viajar, tempo de congregar, tempo de evangelizar, tempo de descansar e tempo de morrer e diante destas rotinas, que aprendemos empiricamente, somos expostos a duas correntes de visão: a visão humanista e a visão divina. 

         A visão humanista, elaborada por pensadores. escritores e intelectuais apresenta o homem como o autor dos fatos, enaltece os feitos humanos e seu modo de vida, apostando na capacidade humana na explicitação de todos os mistérios da existência. 

          A visão divina mostra um homem restrito por sua condição temporal e física e que por isso carece do amparo do ser eternal, o Supremo criador de toda a existência para tudo que almeja fazer.

           Estamos diariamente expostos à estas duas correntes conflitantes, pois temos de conviver com pessoas que não pensam necessariamente como nós e às vezes com pessoas que não seguem visão alguma, o que é mais grave.

           O tempo humano é limitado em si mesmo, pois é decorrente das obras da criação, o tempo de Deus, o Criador é ilimitado, é perene, e por amor à sua criação Deus concede sua sabedoria (Eclesiastes 12:9-14, Daniel 1:17, Tiago 1:5-6) para que alcancemos a compreensão da grandeza de seu propósito original e queiramos, pelo  livre arbítrioser redimidos e merecedores da obtenção deste propósito.

           Publiquei uma matéria no blog http://propostafinal-amaodeDeus.blogspot.com/ intitulada “O homem anseia descobrir os mistérios de Deus”, na qual abordei a celeridade com que as tecnologias se desenvolvem nos dias atuais, conforme estava previsto no Livro de Daniel, capítulo 12:3-4, abordei o desenvolvimento do projeto LHC – Large Hadrons Collider ou grande colisor de hádrons, no qual os cientistas provocando o choque de partículas de prótons ou chumbo, segundo a teoria do bóson de Higgs, ocasionaria a existência da não-matéria, ou a partícula essencial da existência, que poderia permitir o deslocamento do homem no tempo, assim o homem conseguiria ir ao passado ou ao futuro.

          Tendo por base que o tempo humano é relativo, isso me motivou a tentar compreender como se viveria na eternidade de Deus, como pode Deus transitar no tempo, trazendo aos profetas visões do futuro, do passado e do presente (Tiago 1:5). A Bíblia diz que na morada eternal não há noite e que a presença do Criador enche de plenitude aqueles que o rodeiam, porém sabemos que aos anjos que habitam com Ele são dadas missões na execução das obras deste reino entre os homens e também aos seus escolhidos entre os homens são dadas missões, capacitando-os com dons do Céu.

          Vislumbrei todo o universo conhecido, as estrelas, cuja luz ainda não chegou até nós, vi as galáxias a protegerem a órbita dos planetas, vi a precisão com que esta translação ocorre, permitindo que os planetas tenham momentos de calor, frio e temperaturas amenas, lembrei-me das frases célebres de alguns cientistas como Albert Einstein, que disse: “Deus é a lei e o legislador do universo”, de Isaac Newton, que disse: “Do meu telescópio, eu via Deus caminhar! A maravilha, a harmonia e a organização do universo só pode ter se efetuado conforme um plano de um Ser todo poderoso e onisciente!” De Louis Pasteur, que disse: “Um pouco de ciência nos afasta de Deus. Muito nos aproxima”. Lembrei-me de Cristo glorificado, que antes de se fazer carne disse ao profeta Daniel: “O saber se multiplicará e os sábios resplandecerão como o fulgor do firmamento” e vi que isso se aplicava a estes cientistas.  Compreendi por estas palavras que Jesus veio para abrir o caminho da verdade, pois a ciência se prima pela verdade, pelo que se pode provar, o que não se pode provar ela própria estabelece como “Teoria”, que Jesus veio para abrir o caminho da vida, pois somente revogando o nosso “EU” e permitindo que Ele viva em nós, obteremos a vida eterna! (João 14:1-14) e conclui que quem não lê a Bíblia não pode obter a verdadeira sabedoria e desperdiça seu tempo com as coisas desta restrita vida humana!

          Compreendi que as palavras de Cristo quando disse que É o caminho, a verdade e a vida, como caminho Este Ser eterno e glorificado veio encarnar a necessária direção da eternidade, que tantas vezes, por meio de profetas, sacerdotes e reis foi mostrado aos homens, mas que, por serem estes também homens mortais, não se alcançou por completo este objetivo, fazendo-se necessário a vinda deste Messias, que já estando nessa eternidade, fazendo-se carne, vivendo como homem e pensando como homem foi capaz de mostrar-nos com bastante clareza este Caminho.

          Lembrei-me que os hipócritas escribas e fariseus, por verem seus sofismas e paradigmas expostos pela luz deste caminho e ameaçados em suas “zonas de conforto”, buscavam denegrir aqueles ideais chamando os primeiros cristãos, os apóstolos e seus discípulos como “os membros da seita do caminho” Contemporizei esta atitude farisaica com os dias de hoje e percebi que muitos que se acham “Salvos” ou “santos”, sem perceber, possuem exatamente esta mesma atitude, apressando-se em prejulgar (julgar antes de conhecer o outro lado dos fatos), quando não nos é dado o direito nem mesmo de julgar (quando conhecemos os dois lados dos fatos) e como tenho visto máscaras cairem devido a esta atitude precipitada!

          Compreendi que as palavras de Cristo quando dizia que É a verdade estava Ele dizendo que não veio a este planeta à passeio, mas que seu ministério rasgaria a cortina que separava o Santo Lugar do Santíssimo Lugar, que aquela cortina estava imunda pela hipocrisia da religiosidade dominante, que de posse da espada do espírito (Apocalipse 1:16), as suas palavras adentrariam ao mais profundo da consciência humana, dali extraindo a Justiça que promove a Verdade, esta verdade que liberta!

          Lembrei-me que também a Igreja por Ele criada, tendo os seus membros permitido que falsos sacerdotes fossem alçados à sua liderança e nela tentassem acrescentar dogmas e heresias, levando à fogueira, à forca e à guilhotina àqueles que se opusessem, viu esta ESPADA já desembainhada pela palavras do CAMINHO a atingir-lhe o coração, fazendo-se renovada na Reforma daqueles protestantes. Vi também que a liderança protestante que sucedeu aos originais, formada pelo HOMEM, ser frágil e pecador, conhecendo o conforto e benesses conseguidas pela RELIGIOSIDADE, como os fariseus e os Católicos Romanos, igualmente se acomodaram na “zona de conforto”  ao invés de buscarem os dons espirituais que inspiraram John Wicliff, Huss e Lutero. Porém a Espada de dois gumes está sempre desembainhada (Ezequiel 21:5) e ao morrer na fogueira João Huss (ganso na língua boêmia) profetizou em alta voz: “Hoje vocês estão matando um ganso, mas daqui um século nascerá um cisne, o qual não poderão matar! Um século depois Lutero (cisne em alemão) pregava as 95 teses na Igreja do Castelo de Wittemberg, dando início à Reforma Protestante.

       Jesus determinou que as portas do inferno não prevaleceriam contra a Sua Igreja e não obstante a pouca fé e fraquezas humanas, o Cavalo Branco, (Apocalipse 6:2) que é o Evangelho seguia vitorioso em seu galope e em 14 de abril de 1906, na Rua Azuza, novamente é desembainhada a Espada do Espírito, e é iniciado o reavivamento espiritual da Sua Igreja, voltando ao que fora inicialmente planejado, o qual deu origem às igrejas pentecostais. Jesus havia recomendado à sua Igreja que buscasse os dons espirituais, através dos quais Seu povo estaria em constante contato com Ele, sendo edificado e quando necessário corrigido (João 16:13).

       E você, no que tens crido? Num Cristo crucificado num madeiro ou num Cristo Vitorioso e que age por meio do Seu Espírito Santo? Você ainda duvida que a Espada de Deus age na Igreja e também na sua vida? Se ainda tiver um pequeno fragmento de dúvida, você ainda não passou pelo Vale do Jaboque, ou seja, você ainda não teve um encontro com Deus! E sem este verdadeiro encontro não poderá ter noção do que significa viver a ETERNIDADE e não está preparado para ela! A SEARA ESTÁ MADURA E O TEMPO DA COLHEITA CHEGOU!


Por Nelsomar Correa em 20 de maio de 2011

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