O verdadeiro templo de Deus

O verdadeiro templo de Deus

 

O templo físico.

 

           Quando Adão vivia com Eva no Éden, ambos eram visitados diariamente por Deus e com Ele falavam face a face até o momento em que o pecado começou a constituir a essência humana, por causa da desobediência. A alma humana, contudo, nunca cessou de desejar a comunhão e a intimidade com Seu criador e assim, depois de perder o dom da eternidade e a graça da comunhão com Ele, o homem se viu obrigado, mesmo que momentaneamente a redimir-se desta condição adquirida pelo pecado original e para simbolizar seu arrependimento genuíno era então necessário o sacrifício de um animal, cujo sangue, aspergido sobre o altar, caracterizava sua consciência de ser efêmero, mortal e carente das bênçãos Deste ser eterno, onisciente, onipotente e onipresente. Este altar era comumente erguido sobre um monte ou montanha, em lugar aberto.

             Abraão, como servo do Senhor também lhe oferecia holocaustos nas montanhas, mas dele certa vez foi pedido um holocausto incomum e difícil: o do seu próprio e prometido filho, mas seria isso para que pudesse refletir sobre a dor que também sofreria os animais ou para que pudesse provar sua fé, a qual era necessária para alguém que seria pai de muitas nações?

              Embora Abraão tivesse conquistado a terra que lhe fora prometida por Deus, a fé que havia depositado em Deus não foi duplicada por seus descendentes para que convivessem segundo o seu exemplo de devoção ao Eterno, e assim, devido a abundância de seus pecados foram levados cativos ao Egito, onde ficaram por quase quatrocentos anos, quando Deus faz com seu povo nova aliança e ordena ao seu escolhido Moisés que o conduzisse e lhe mostra o projeto arquitetônico do seu tabernáculo, no qual habitaria entre ele.

 

 

 

 

Modelo do tabernáculo dado por Deus a Moisés

 

 


               Depois de inúmeros sinais e pragas enviados por Deus ao rei egípcio, este libera os judeus para retornarem à sua terra, porém Deus desejava conviver intimamente com seu povo, dando-lhe diariamente comida e bebida e suas vestes não se danificavam, mas não obstante tamanhos sinais cotidianos não paravam de pecar, pelo que peregrinaram no deserto por cerca de quarenta anos antes de entrarem na sua terra da promessa. Pelo minucioso projeto dado por Deus à Moisés o tabernáculo podia ser montado e desmontado, conforme o arraial mudava de lugar e no projeto havia um recinto chamado de Santo lugar, onde ficava a menorá, o altar e a mesa do pão da propiciação e este recinto era separado de um outro chamado “santo dos santos” por grossas cortinas, no qual apenas entrava o sumo-sacerdote, que recebia orientações de Deus. que se apresentava entre as asas de dois querubins esculpidos sobre a arca da aliança que ali se encontrava. Este modelo de tabernáculo de espalhou por todas as tribos de Israel e era administrado pela tribo de Levi, que não tinha território, mas por ter sido escolhida para o sacerdócio, habitava os territórios das demais tribos e delas recebia os dízimos e ofertas para o sustento dos serviços do templo.

                 O rei Davi desejava muito construir um grande templo para Deus, mas foi por Ele desautorizado, pelo muito sangue que foi derramado por suas mãos na conquista da terra prometida e expulsão dos povos que nela habitavam. Coube a seu filho Salomão a construção do templo de Deus em Jerusalém, conforme todos os detalhes arquitetônicos, decorativos e instrumentais ordenados à Moisés. Novamente veio a desobediência e o pecado a Israel e este foi levado cativo para a Babilônia e o majestoso templo destruído. Estando o povo escolhido cativo do rei Nabucodonosor da Babilônia, Deus revela a este monarca o seu projeto para os povos da terra e Daniel, funcionário do palácio real e profeta do Senhor revela ao rei o significado do seu sonho. Este rei morre e no reinado de Dario, após setenta anos de cativeiro Deus põe em seu coração que liberte o Seu povo e este financia a reconstrução de Jerusalém e do templo. A história de Israel apresenta uma sucessão de quebra de alianças deste povo para com Deus, que lhe proporcionava todas as bençãos necessárias  e assim, após relutar bastante Deus se via obrigado a disciplinar seu povo e mais uma vez foram feitos cativos de outros povos e determinado que ficassem sem nação e espalhados pelos quatro cantos da terra até ao tempo do fim (Oséias 3:3-4) e no ano de 70 DC sob as ordens do imperador Tito o templo de Salomão foi novamente destruído. 

 

 

 

Templo construído por Salomão e duas vezes destruído

 

                A profecia concernente à chegada do messias se cumpre integralmente e inicia-se o tempo da graça, a fé cristã é de tal forma tão cheia de sinais que muitos, embora a ferrenha perseguição romana, tinham a certeza que era melhor morrer por ela a negá-la e quanto mais eram perseguidos e dizimados mais a fé cristã se fortalecia ao ponto do próprio império se render a ela, por meio do imperador Constantinus, declarado Augusto por suas tropas em 306 DC após sua vitória sobre Magencio de Roma. Constantinus era figura controversa, que se dizia protegido de Hércules e adorador do Deus Sol, mas que atribuiu ao Deus cristão sua mais decisiva vitória contra o imperador Magêncio. Conta a tradição que Constantinus, na noite anterior à batalha teria sonhado com uma cruz na qual estava escrito “In hoc signo vinces” ou “sob este símbolo vencerás”. Controvérsias à parte o fato é que após ter transformado o cristianismo em religião oficial do império, o cristianismo se propagou por todas as suas províncias e via-se grandes basílicas cristãs sendo construídas em diversas cidades e o império vivenciou um período de estabilidade.

                As chamadas basílicas constantinianas do estilo arquitetônico romano primitivo nada tinham em comum com o projeto arquitetônico do tabernáculo de Moisés, com o templo de Salomão, com as sinagogas judaicas  tampouco com os grandes templos gregos, cujo significado de templo era a “morada impenetrável dos deuses” e eram constituídos de uma cela central impenetrável (“a morada do deus”) rodeada por um átrio  em cujas extremidades eram dispostas colunatas que suportavam o peso das arquitraves, dos frisos e frontões esculpidos, nos quais os fiéis não adentravam, antes faziam suas devoções na frente do mesmo. Em escavações arqueológicas feitas na Inglaterra no início XX, descobriu-se um templo do primeiro século DC, pertencente à religião do deus Mitra, da Pérsia, que era a principal religião dos povos pagãos da Europa até que o cristianismo ocupasse o seu espaço. A estrutura arquitetônica do templo, embora em ruína, apresentava uma nave principal na qual eram postos bancos enfileirados de maneira que a visão dos fiéis fosse dirigida para o fundo do mesmo, onde havia uma seção elevada que era acessada por degraus, sobre a qual os sacerdotes faziam os sacrifícios à Mitra diante dos fiéis (vídeo youtube: http://www.youtube.com/watch?v=MUA6mpx9bxU ). Como naquela época a Igreja cristã ainda não possuía templos, mas suas reuniões eram feitas nas casas de seus membros, há um forte indício de que os templos paleocristãos foram inspirados neste sistema, haja visto que os mais antigos destes templos cristãos estão próximos daquela região.

                           Infelizmente criou-se no imaginário de muitos obreiros de que  altar é sinônimo de “lugar mais alto” ou púlpito e tribuna, porém o sentido bíblico é “lugar de sacrifício”, ou seja, àqueles que abraçam a carreira sacerdotal cabe sacrificarem-se em prol dos membros da Igreja, orando pelos mesmos, ouvir as suas necessidades espirituais e materiais, ajudá-los a desenvolverem-se no ministério entre outras obrigações, mas nunca ver a carreira eclesiástica como algo que lhe proporcionará status social ou a admiração dos membros.

                        Ao constatarmos que a forma arquitetônica dos templos cristãos tem mais em comum com a seita pagã dos mitras do que com as sinagogas ou mesmo com o tabernáculo de Moisés ou com o templo de Salomão, que não possuíam uma estrutura que colocassem os sacerdotes em elevação em relação à Igreja, causa-nos estranheza que alguns sacerdotes cristãos pisem estridentemente em cada um dos degraus que levam ao púlpito como que a dizer que para chegar até lá tiveram de sair de onde estão os demais membros e ascender àquele lugar superior, levando aos que estão assentados a ideia de são de alguma forma inferiores, em total afronta ao verdadeiro sentido bíblico, porém em perfeita consonância com os ideais do deus Mitra, cuja verdadeira identidade conhecemos muito bem.

 

 

 

Suntuoso interior das basílicas católicas

 

 

 

 

 

                          Nikolaus Pevsner, em sua obra “panorama da arquitetura ocidental” relaciona influentes e cultos abades à criação dos estilos arquitetônicos a partir das edificações das abadias, como por exemplo o abade Maïel, na reforma da abadia de Saint Martin, destruída por incêndio em 997. dando origem ao estilo românico; ao abade Suger, intelectual e poderoso conselheiros de dois reis da França, que acompanhou de perto e deu sugestões para a construção de sua igreja, a Basílica de Saint Denis, que deu origem ao estilo gótico, pelo uso do arco ogival, do arcobotante e da abóbada nervurada. Pevsner relata mais adiante em sua obra: “Saint Denis certamente deve seu aspecto inovador a um mestre-de-obra desta envergadura e, nessa época, vários bispos e arquitetos ardiam de ambição por superar Suger e sua igreja. Entre 1140 e 1220, novas catedrais foram iniciadas em escala cada vez maior, em Sens, Noyon, Senlis, Paris, Laon, Chartres, Reims, Amiens, Beauvais”. Estas eram chamadas abaciais por que suas plantas atendiam às necessidades do trabalho da Igreja segundo o entendimento dos abades. 

 

 

 

Basílica da Sagrada Família em Barcelona

 

 

majestoso interior da Basílica da Sagrada Família

 

 

Basílica de Santa Sofia em Stambul – Turquia


                                      

O templo espiritual de Deus


                      Queridos, parece bastante estranho que Jeová, o Deus onisciente, onipotente e onipresente tenha permitido que o seu templo fosse destruido duas vezes e que o sentido de templo que agora parece povoar o imaginário de muitos cristãos tenha inspiração satânica, mas por que Deus permitiu tal coisa? Se estudarmos algumas profecias messiânicas e palavras do próprio Cristo presentes nas Sagradas Escrituras, certamente encontraremos as respostas para estas questões e também para identificar o templo que Deus quer que construamos. Em Atos 7:44-50 vemos a ordem de Deus a Moisés e sua execução por meio de Josué e Salomão e no versículo 49 a recordação do capítulo 66:1 de Isaías, quando Deus lhe diz: “O céu é o meu trono e a terra o estrado de meus pés, que casa me edificareis? Em 1 Reis 8:27-30 Salomão diz: ” Eis que os céus e até os céus dos céus não te poderia conter, quanto mais esta casa que te tenho edificado”. Em Atos 17:24 diz: ” O Deus que fez o mundo e tudo o que nele há, sendo Senhor do céu e da terra, não habita em templos feitos por mãos de homens”. Em 1 Coríntios 6:19 o apóstolo Paulo pergunta: ” Não sabeis que o vosso corpo é o templo do Espírito Santo, que habita em vós, proveniente de Deus, e que não sois de vós mesmos? Em João 14:23 o próprio Cristo responde a esta pergunta: “Se alguém me ama, guardará a minha palavra, e meu pai o amará, e viremos para ele, e faremos nele morada.”

                            Queridos, o próprio Cristo disse: “Quem não é contra nós é por nós” (Marcos 9:40, Lucas 9:50), assim devemos entender que Deus e Jesus são suficientemente sábios e misericordiosos para entender e discernir que muitos fatos ocorridos durante a evangelização dos chamados “povos bárbaros” ainda que nos pareçam obscuros, contribuiram para a propagação do evangelho. A Igreja primitiva não teve sérias dificuldades apenas com os governantes romanos, mas também teve de travar verdadeiras batalhas contra povos que eram ainda mais desumanos que os romanos, como os vikings, os ostrogodos, visigodos, os anglo-saxônicos, etc e posteriormente contra os mouros. Estes povos que habitavam a Europa tinham seus deuses e rituais religiosos macabros e neste caso faz todo sentido as palavras de Jesus presentes em Mateus 11:12, de que “se faz violência ao Reino de Deus e pela força se apoderam dele”. Constantinus era filho de um empreendedor e logo percebeu que seria melhor negócio se aliar aos cristãos a combatê-los. Não nos cabe questionar os métodos usado por Deus para a evangelização dos povos, a história nos prova que com a adesão do império romano ao cristianismo as coisas ganharam uma nova dinâmica e um novo aspecto entre os povos da terra, pois o evangelho agora não era apenas os ensinamentos de um povo insignificante, que nem mesmo território tinha, mas de um povo muito poderoso e culto, donos de uma arquitetura, filosofia e qualidade de vida esplêndidos, dignos de serem copiados e sucedeu-se que gigantescas  e decoradas basílicas constantinianas, bizantinas, góticas, romanas e barrocas também passaram a ser normandas, ostrogodas, saxônicas e inglesas, etc e pelas ricas contribuições da burguesias, da nobreza e dos fiéis a arquitetura religiosa tornou-se o motor dos grandes estilos arquitetônicos.

                            A vocação humana em tentar reproduzir as coisas divinas é que motivou os estilos arquitetônicos já mencionados. Na obra de Nikolaus Pevsner intitulada “Panorama da arquitetura ocidental”, podemos ver que  o advento da renascença, iniciada pela reforma luterana, deu maior liberdade aos artistas e arquitetos, mas não foi o bastante para que também os protestantes construissem grandes catedrais ricamente decoradas como a Berliner Dom e abadia de Westminster das fotos abaixo, em Berlim e Londres.

 

 


                                      

 

 

                                 Se analisarmos os difíceis momentos do início do cristianismo e compararmos com catedrais tão grandes e pomposas, por um certo lado poderemos imaginar que Deus tenha abençoado e recompensado ricamente a fé dos apóstolos e clérigos cristãos no decorrer dos séculos. Não podemos negar que ao se tornar apadrinhada do rico império romano a influência do cristianismo no mundo cresceu enormemente, seja nas artes, na literatura, na arquitetura e também na política, contudo, ao depararmos com a realidade atual, concluiremos que estes templos construídos com tanto esmero são em sua grande maioria mais patrimônios históricos e artísticos do que simplesmente templos de culto e louvor ao Deus Jeová e a Seu filho Jesus. Permanece a impressão confusa sobre a idealidade dos verdadeiros valores cristãos. A pregação de Jesus Cristo nos leva à ideia da distinção entre as coisas terrenas e as coisas sagradas, entre os valores humanos e os valores divinos, como quando questionado sobre os impostos Ele disse:  “dai a Cesar o que é de Cesar e à Deus o que é de Deus” e a poucos dias de ser crucificado a caminho de Jerusalém Jesus falava sobre o que em breve lhe sucederia e foi interrompido por Salomé, mulher de Zebedeu, próspero pescador da Galileia, com muitos homens a seu serviço; que era também mãe dos apóstolos João e Tiago e sabendo que Jesus partiria para estar à direita de Seu Pai, esta lhe pede para que seus filhos se assentem à Sua direita e esquerda no Reino Celeste, mas Jesus dá uma resposta que lhe desaponta: “…antes haveis de beber do cálice que hei de beber e serem batizados com o batismo com que sou batizado…bem sabeis que pelos príncipes dos gentios são estes dominados e que os maiorais exercem autoridade sobre eles, não será assim entre vós, mas todo aquele que quiser entre vós fazer-se grande seja vosso serviçal, e qualquer de vós que quiser ser o primeiro, seja vosso servo, bem como o filho do homem não veio para ser servido mas para servir”.

 

                               

 

Maior templo evangélico da América Latina, na Guatemala, seu pastor foi candidato à presidência do país.

 

Um dos maiores templos evangélicos dos Estados Unidos (Crystal church) vendido para a Igreja Católica

 

Catedral católica Cristo Rei em Belo Horizonte – Brasil

 

                                        Muito provavelmente alguns irmãos católicos, protestantes e evangélicos estarão argumentando que estas obras tão belas são frutos das bençãos de Deus e que a Igreja deve dar conforto a seus fiéis. Se pensarmos que as sociedades vivem a chamada “era do bem estar” estes argumentos são bastante convincentes, mas sinceramente, será que estas obras magníficas estão de fato dentro do projeto de Deus? Seria uma hipocrisia ou leviandade pensar que estes volumosos recursos empregados em decoração e modernidade, se empregados para dar um pouquinho mais de dignidade a muitos que padecem não pela falta de conforto mas pela simples falta do que comer e vestir não agradariam muito mais ao nosso Senhor, que como homem não teve conforto e nenhuma ambição senão a de que os homens amassem uns aos outros como a si mesmos? Quantos projetos de inclusão social não poderiam ter sido construídos nestes dois milênios da Igreja Cristã se os líderes religiosos tão somente compreendessem e praticassem este que é o maior mandamento bíblico e síntese de todos os demais, se aplicassem os volumosos recursos advindos dos dízimos e ofertas na formação educacional e profissional das camadas mais humildes da sociedade. Na verdade a Igreja tem sim Colégios e Universidades muito conceituadas, mas estas instituições, antes de servir à sociedade são na verdade fonte de recursos da Igreja.

 

 

Cristãos queimados vivos por muçulmanos sunitas na Nigéria

 

O cristão verdadeiro pode pensar em “era do bem estar” enquanto presencia cenas assim no planeta?

 

 

   

 

                        É tempo de medir o altar do santuário de Deus e todos os que nele adoram! (Apocalipse 11:1), “a espada de Deus está desembainhada e jamais voltará à bainha” (Ezequiel 21:5), muitos dos  que “adoram” no santuário devem, na verdade, se conscientizar firmemente sobre quem ou o que de fato adoram: se adoram a Deus, que nos enviou seu único filho e mestre ou os valores deste mundo, que adentram à Igreja de Deus sob a forma de necessidades conjunturais. 

                            Estas “necessidades conjunturais” na verdade, não passam de “necessidades emocionais” daqueles que sob a liderança de uma Igreja repleta de máculas, reproduzem os mesmos sentimentos egoístas dos primeiros abades, como Suger e de todos os outros que procuraram superá-lo, na construção de templos cada vez mais suntuosos em meio a uma sociedade cada dia mais desigual. Não é demais lembrar que a principal causa da reforma protestante foi a campanha de cobrança de indulgência com fins de levantar fundos para a construção da basílica de São Pedro em Roma. 

                             A própria bíblia diz que as muitas letras matam; se voltarmos um pouco mais na história adentrando ao chamado período pré-histórico, quando o homem não havia descoberto a escrita, éramos todos iguais, não havia desnível econômico e de conhecimento entre nós, tão somente dependíamos de nossas habilidades para caçar, pescar e cultivar para sobrevivermos, não cobiçávamos lugares tão altos, não pretendíamos escrever nossos nomes na história. Não quero dizer que não devamos buscar o conhecimento, mas se este não vier acompanhado do principal mandamento bíblico, certamente a humanidade nunca conhecerá a tão almejada paz que há muito tempo procura. 

                           Amados, não queremos que a Igreja de Deus seja dividida, pois cremos que a oração sacerdotal de Jesus presente no capítulo 17 do Evangelho de João, que pede a união de Seu povo se concretizará neste tempo do fim. Não pregamos o ódio aos nossos primos muçulmanos, que também reconhecem Abraão como patriarca e creem na torah. Mas jamais poderemos deixar de propor estas meditações para o povo de Deus: Que templos estamos construindo para o Senhor? templos de pedras ou templos vivos, que germinam, brotam e nascem em corações puros e quebrantados?

 

Por: Nelsomar Correa

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